advertisemen tO presidente do Conselho Municipal de Quelimane, Manuel de Araújo, exonerou esta segunda-feira (5) quase todos os membros do seu Executivo, incluindo 12 vereadores, 21 directores e vários outros quadros séniores, entre os quais o chefe do Gabinete do Presidente. As exonerações em massa ocorrem num contexto de crise profunda, com o município a enfrentar mais de seis meses de salários em atraso. De acordo com o jornal O País, a decisão surpreendeu o funcionalismo municipal, que desde as primeiras horas de terça-feira tem acorrido à vitrina da edilidade para consultar os despachos de cessação de funções. Até ao momento, não foi prestada qualquer explicação oficial sobre os fundamentos que motivaram a medida. Fontes próximas do processo indicam que a dívida salarial acumulada ascende a cerca de 1,1 milhão de dólares, afectando mais de 900 funcionários do Conselho Municipal. O ambiente entre os trabalhadores é de apreensão e silêncio, com a maioria a evitar prestar declarações públicas sobre a situação.advertisement Apesar da falta de esclarecimentos formais, a rapidez na nomeação de um novo chefe do Gabinete e de um novo vereador para a área das Finanças, menos de 24 horas após os afastamentos, sugere uma reorganização administrativa já em curso. Para além da crise salarial, o edil de Quelimane enfrenta também dificuldades relacionadas com a segunda fase do projecto de ciclovias, actualmente sob análise na Procuradoria Provincial da Zambézia e no Tribunal Administrativo. O caso envolve contratos firmados para a construção da infra-estrutura, contrastando com uma decisão que determinou a sua demolição, sem que até agora se tenha apurado quem assumirá os encargos decorrentes.

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