
“Aquele crescimento será impulsionado, sobretudo, pelo investimento público em infraestruturas, pela expansão do setor dos serviços e pelas melhorias na conectividade digital e dos transportes”, refere o BM no relatório.
Segundo o documento, o desenvolvimento da fibra ótica vai “apoiar a economia digital”, enquanto o “turismo e as remessas” de imigrantes vão dar um impulso adicional.
A adesão à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em outubro, vai também oferecer “oportunidades de crescimento e de integração”.
Em relação à inflação, o Banco Mundial prevê que abrande gradualmente até atingir cerca de 2,1% em 2027, embora os “preços dos alimentos e os choques externos continuem a representar riscos relevantes no contexto de instrumentos limitado de política monetária”.
O Banco Mundial salienta que Timor-Leste enfrenta “vários riscos significativos que podem comprometer a estabilidade económica e as perspetivas de crescimento”.
“Constrangimentos estruturais, incluindo uma base de exportação pouco diversificada, elevada dependência das importações e instituições pouco desenvolvidas continuam a limitar a expansão da economia não petrolífera e a acentuar as vulnerabilidades externas”, salienta a organização financeira.
“A instabilidade institucional e os atrasos na implementação de políticas agravam ainda mais estes desafios, aumentando o risco de desequilíbrios macroeconómicos. Ao mesmo tempo, a limitada diversificação económica deixa o país vulnerável a choques externos, como a volatilidade dos preços das matérias-primas e as disrupções geopolíticas”, pode ler-se no documento.
O Banco Mundial considera igualmente que as perspetivas orçamentais vão continuar “frágeis” em 2025 e 2026 com o défice a manter-se em cerca de 50,7% do PIB, “impulsionado por elevados gastos públicos e por levantamentos contínuos do Fundo Petrolífero”.
“Esta forte dependência evidencia a necessidade urgente de reforçar as receitas internas, melhorar a eficiência do investimento público e reduzir gradualmente a dependência do rendimento petrolífero”, aconselha.
Para a instituição financeira, Timor-Leste deve avançar com reformas no plano fiscal, incluindo, por exemplo, a introdução do Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA), e na massa salarial, que deve ser mais sustentável.
No plano estrutural, o Banco Mundial aconselha Timor-Leste a acelerar a diversificação económica, crucial para criar emprego.
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