a d v e r t i s e m e n tA qualidade da governação continua a ser um factor determinante na definição da trajectória de desenvolvimento, estabilidade económica e coesão social dos países africanos.
O Country Governance and Government Index (CGGI), um ranking anual que avalia 120 Governos em todo o mundo através de 35 indicadores distintos, oferece a avaliação mais abrangente das capacidades e da eficácia da governação nacional.
Ao medir factores como a implementação de políticas, a eficiência institucional e a responsabilização pública, o CGGI fornece uma visão detalhada sobre o desempenho dos Governos na satisfação das necessidades dos cidadãos.
Entre 2021 e 2025, o Índice revelou uma tendência preocupante: mais de metade dos países avaliados registaram uma queda no desempenho da governação, com progressos irregulares mesmo entre aqueles que melhoraram.
O relatório destaca ainda que as pontuações globais de governação deverão divergir entre 2021 e 2025. A Europa e a América do Norte, a Ásia-Pacífico e o Médio Oriente, Ásia Central e Ocidental deverão registar ganhos modestos, enquanto América Latina, Caraíbas e África deverão apresentar um declínio.
Esta tendência desigual aponta para um alargamento da lacuna na governação, com as regiões mais fortes a consolidarem os seus progressos, enquanto as mais frágeis ficam ainda mais para trás.
A diferença na qualidade da governação é particularmente acentuada entre regiões. Os países africanos, juntamente com os da América Latina e Caraíbas, continuam entre os que apresentam pior desempenho, tendo registado as quedas mais acentuadas nos últimos cinco anos.
Em contraste, países da Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico, que já lideravam, melhoraram de forma consistente os seus resultados de governação no mesmo período.
Neste contexto, alguns países africanos destacam-se pelas suas instituições robustas, políticas eficazes e desempenho consistente em matéria de governação.
Desempenho dos países africanos no relatório CGGI 2025
Estes países exemplificam as melhores práticas do continente, mostrando como uma governação forte pode impulsionar o crescimento económico, a estabilidade política e a confiança pública.
Maurícia foi classificado como o país mais bem governado de África CGGI 2025, ocupando a 51.ª posição a nível mundial com uma pontuação de 0,553 e mantendo a liderança continental pelo quinto ano consecutivo.
Ruanda, que ficou em 59.º lugar com 0,507 pontos, foi reconhecido como o país de baixo rendimento com melhor desempenho no mundo, provando que a riqueza nacional não é um pré-requisito para uma boa governação.
O Botsuana, em 61.º lugar, foi elogiado pelas reformas de digitalização judicial.
Já Marrocos, em 75.º, destacou-se pelos progressos na transparência de dados e nas infra-estruturas digitais.
Por sua vez, África do Sul, apesar das pressões fiscais contínuas, garantiu o 77.º lugar e continua a servir de referência continental pela sua capacidade institucional.
De acordo com Dinesh Naidu, director de Conhecimento do Chandler Institute of Governance, África continua a enfrentar desafios de governação, mas também tem mostrado sinais de progresso. Falando no lançamento regional do Índice em Pretória, que reuniu decisores políticos, académicos e especialistas, Naidu referiu que a pontuação média africana continua a ser a mais baixa de todas as regiões, apesar de uma ligeira melhoria entre 2024 e 2025.
“Enquanto região, África tem ainda muito trabalho pela frente para melhorar a qualidade da governação”, afirmou. “No entanto”, acrescentou, “os progressos recentes sugerem uma trajectória ascendente. Mesmo num ambiente global desafiante, os países africanos com melhor desempenho estão a alcançar avanços que podem inspirar os seus pares em todo o continente.”
Fonte: Business Insider Africa
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