a d v e r t i s e m e n tÀ medida que os países africanos enfrentam a perspectiva de condições financeiras globais potencialmente mais difíceis em 2026, o acesso a divisas, especialmente tendo em conta a turbulência no mercado do ouro, representa um desafio particularmente relevante.
O acesso a divisas refere-se à facilidade com que os investidores internacionais podem aplicar e repatriar capitais, bem como à eficácia com que os bancos centrais conseguem regular a volatilidade provocada pelos fluxos transfronteiriços de capitais.
Na sua essência, um forte acesso a divisas é essencial para o investimento de carteira, o endividamento soberano e o comércio internacional.
Regimes cambiais transparentes, baseados em regras e integrados reduzem a incerteza, diminuem os custos de transacção e incentivam a participação tanto de investidores nacionais como estrangeiros. Onde estas condições existem, o capital circula com maior liberdade e os mercados avaliam o risco de forma mais precisa.
No entanto, o acesso a divisas continua a ser desigual em grande parte do continente.
As preocupações com as taxas de câmbio persistem, sobretudo durante períodos de choques externos, levantando dúvidas sobre a capacidade dos bancos centrais para estabilizar as moedas.
Os prémios praticados nos mercados paralelos em alguns países continuam a indicar desconfiança em relação aos mercados cambiais oficiais, enfraquecendo a confiança e distorcendo os preços.
Além disso, muitas economias de menor dimensão dispõem de mercados cambiais pouco profundos, com spreads elevados entre preços de compra e venda e racionamento frequente. Estas condições desencorajam as entradas de capital e reduzem a atractividade dos activos nacionais, aumentando a dependência de financiamento de curto prazo ou externo.
Apesar destes obstáculos, o dinamismo reformista está a ganhar força. De acordo com a mais recente investigação do Absa, os países orientados para as reformas melhoraram a transparência dos mercados, aumentaram a liquidez e atraíram investimento.
A Nigéria destaca-se, com uma melhoria de 21 pontos no acesso a divisas. Além disso, quatro países — Essuatíni, Etiópia, Gana e Uganda — adoptaram o Código Global de Divisas, elevando para 13 o número total de signatários africanos, um passo significativo rumo às melhores práticas globais.
Na tabela abaixo, constam os países africanos com maior acesso a divisas, de acordo com o actual Índice dos Mercados Financeiros Africanos do Absa.
Fonte: Business Insider Africa
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