Segundo relatos da imprensa chinesa, a tecnológica Baidu iniciou no final de novembro uma reestruturação interna que deverá prolongar-se até ao final do ano, afetando vários departamentos. Fontes citadas pela imprensa local apontam para cortes de 20% a 30% em algumas unidades não essenciais.

Os pacotes de indemnização oferecidos terão sido definidos segundo o modelo “n+3” — três meses adicionais além de um mês por cada ano de serviço –, com alguns trabalhadores a receberem até “n+5”.
Os despedimentos surgem após uma deterioração dos resultados da Baidu no terceiro trimestre, em particular na sua principal fonte de receita — a publicidade ‘online’ –, que caiu 18% em termos homólogos, para 15,3 mil milhões de yuan (cerca de 1,8 mil milhões de euros), superando as expectativas negativas do mercado.
Esta queda ocorreu apesar de um aumento de 1% no número de utilizadores mensais da aplicação da empresa.

São cerca de 370 pessoas a ficarem sem postos de trabalho na sede da Amazon no Luxemburgo e os despedimentos estão englobados nos 14 mil despedimentos anunciados pela empresa em outubro.
Miguel Patinha Dias com Lusa | 13:45 – 16/12/2025

A receita proveniente de negócios ligados à inteligência artificial, como serviços de computação em nuvem, veículos autónomos (Apollo Go) e dispositivos domésticos inteligentes (Xiaodu), aumentou 21%, para 9,3 mil milhões de yuan (1,1 mil milhões de euros). No entanto, este crescimento ficou muito aquém dos 34% registados no trimestre anterior, sendo impulsionado por uma base comparativamente baixa no ano passado.
A iQiyi, plataforma de ‘streaming’ controlada pela Baidu, viu a sua receita recuar 8%, para 6,7 mil milhões de yuan (810 milhões de euros).
Também a Lenovo, através da sua unidade de Soluções de Infraestrutura (ISG), implementou recentemente cortes na força de trabalho, num sinal de que o setor tecnológico, antes considerado relativamente imune à desaceleração económica, está agora a ser diretamente afetado.
Segundo dados do Gabinete Nacional de Estatísticas da China, a taxa de desemprego entre os jovens dos 16 aos 24 anos (excluindo estudantes universitários) situou-se em 17,3% em outubro, ligeiramente abaixo dos 17,7% do mês anterior. Entre os jovens dos 25 aos 29 anos, a taxa manteve-se nos 7,2%, enquanto para a faixa dos 30 aos 59 anos caiu de 3,9% para 3,8%.
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