“Portugal não tem sido branco de campanhas de desinformação tão intensas porquê outros países”, embora o recente apagão que afetou a Península Ibérica “lembre a forma porquê os maus atores tiraram partido da incerteza para promover a incerteza sobre as energias renováveis”, referiu à Lusa Philip Newell, co-presidente de comunicações da coligação de Ação Climática contra a Desinformação.
Aliás, “a indústria dos combustíveis fósseis sabia, há décadas, que estava a provocar as alterações climáticas e, desde portanto, tem vindo a financiar e a espalhar a desinformação sobre o clima”, contrariamente a outras formas de desinformação, o que torna a desinformação sobre o clima um duelo, afirmou Philip Newell.
Para o co-presidente de comunicações da coligação, a desinformação sobre o clima “é utilizada para dar poder aos políticos e lobistas financiados pelos combustíveis fósseis com a retórica para rejeitar o consenso científico de que a queima de combustíveis fósseis está a promover as alterações climáticas”.
O responsável referiu que a coligação está a unir esforços com o Observatório Europeu dos Media Digitais (EDMO) e com o Código de Práticas sobre Desinformação na União Europeia (UE) para trabalhar em conjunto com diversas organizações visando melhorar a integridade da informação sobre o clima.
O CAAD (Ação Climática Contra a Desinformação) é uma coligação com mais de 50 organizações globais que pretende combater a desinformação climática, através de políticas, pesquisas e responsabilidade para estimular um diálogo global sobre soluções climáticas eficazes.
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