Após o acordo comercial firmado com os Estados Unidos e com o crescimento a superar as expectativas, a Comissão Europeia reviu em alta a sua estimativa de crescimento para este ano, mas mostra-se ligeiramente menos otimista para o próximo. “O crescimento continuado no terceiro trimestre é testemunha da resiliência da economia europeia e da sua capacidade de navegar choques sem precedentes”, afirma a Comissão Europeia nas Previsões Económicas de Outono, divulgadas nesta segunda-feira, 17 de novembro. De acordo com os números de Bruxelas, depois de a economia ter crescido 0,7% no ano passado, a estimativa é, agora, que a Zona Euro quase duplique o ritmo de crescimento este ano, ao crescer 1,3%. A estimativa para este ano fica acima da previsão anterior, publicada na primavera, e que apontava para um crescimento de 0,9% este ano. A revisão em alta, de 0,4 pontos percentuais, é explicada com o crescimento “além do esperado nos primeiros nove meses do ano”, afirma a Comissão. A performance acima do esperado deveu-se, inicialmente, a um salto nas exportações no arranque do ano, na antecipação do aumento dos custos das vendas para os Estados Unidos, perante o anúncio das tarifas chamadas de recíprocas de Donald Trump. Mas Bruxelas aponta também o investimento em equipamentos e ativos intangíveis, que também foi mais forte do que o esperado — especialmente na Irlanda, mas também noutros países. No entanto, os dados mostram que, “apesar de um ambiente externo desafiante”, as “condições para uma expansão da economia continuam presentes”, com o mercado de trabalho, a diminuição da inflação e a melhoria das condições de financiamento a puxar pela economia. Tarifas pesam em 2026 Apesar de as tarifas não terem custado tanto o esperado ao PIB da Zona Euro este ano, Bruxelas estima que o impacto para os países da moeda única (a Comissão está já a considerar a Bulgária, que adere ao euro em janeiro) seja ligeiramente mais acentuado em 2026. É por isso que revê em ligeira baixa o crescimento esperado para o próximo ano, esperando agora que cresça 1,2%. São menos 0,2 pontos do que o previsto na primavera. Recorde-se que no final de agosto a Comissão Europeia e a administração Trump fecharam um acordo comercial que fixa tarifas de 15% sobre a generalidade dos produtos “made in EU” que entrem nos Estados Unidos. Esse acordo colocou os custos das exportações europeias para solo norte-americano em valores recorde – e Bruxelas assume que assim se vão manter no horizonte de projeção, ou seja, até 2027. A expectativa para esse ano é de uma ligeira aceleração, com Bruxelas a ver o PIB da Zona Euro a subir 1,4%. Segundo o comissário europeu com a pasta da Economia, Valdis Dombrovsksi, as tarifas penalizam a economia europeia em 0,1% e 0,3% entre este ano e 2027. (Notícia em atualização)

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