a d v e r t i s e m e n tO banco privado suíço Banque Pictet & Cie SA abriu o seu primeiro escritório no continente africano, assinalando uma expansão histórica para o gestor de fortunas com 220 anos de existência, numa altura em que se prevê que a população milionária de África aumente de forma significativa na próxima década.

Segundo informou o Business Insider Africa, nesta segunda-feira, 16 de Fevereiro, a decisão surge na sequência da aprovação regulamentar da Autoridade Prudencial da África do Sul, que concedeu à instituição, sediada em Genebra, uma licença para estabelecer um escritório de representação no país.

No final de 2024, a Pictet geria 724 mil milhões de francos suíços, cerca de 942 mil milhões de dólares, em activos, o que a torna uma das maiores gestoras de fortunas privadas do mundo. Apesar da sua longa presença global na Europa, Ásia e centros financeiros offshore, o grupo nunca tinha estabelecido uma presença física em África até agora.

Porquê África, e porquê agora?

Espera-se que a população africana mais abastada cresça rapidamente. Projecções do sector indicam que o número de milionários no continente poderá aumentar cerca de 65% nos próximos dez anos, impulsionado pelo empreendedorismo, pela riqueza em recursos naturais, pela expansão dos mercados financeiros e pelos fluxos de investimento transfronteiriços.

A África do Sul continua a ser o mercado de banca privada mais maduro do continente e o lar da maior concentração de indivíduos de elevado património líquido, o que a torna um ponto de entrada lógico para gestores globais de fortunas que procuram exposição ao crescente universo de clientes abastados em África.

Bancos privados como a Pictet concentram-se na gestão de activos para indivíduos e instituições de grande património, oferecendo serviços que incluem gestão de investimentos, planeamento sucessório e estruturação internacional de património. Ao contrário dos bancos universais, a Pictet não actua na banca de investimento nem no crédito comercial.

Fundada em 1805 e com sede em Genebra, a Pictet emprega cerca de 4600 pessoas, incluindo aproximadamente 900 gestores de investimentos, e opera a partir de 28 escritórios em centros financeiros globais como Luxemburgo, Nassau, Hong Kong e Singapura.

A sua entrada na África do Sul sinaliza uma crescente confiança internacional no mercado africano de riqueza privada, mesmo num contexto em que outras regiões do continente continuam a enfrentar volatilidade cambial, pressão orçamental e um crescimento económico desigual.

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