advertisemen tO défice de seguros de vida e invalidez na África do Sul aumentou para 50,4 biliões de rands (2,9 biliões de dólares), mais de sete vezes o tamanho do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024, que foi de 7,3 biliões de rands (cerca de 418 mil milhões de dólares). A informação foi divulgada no Estudo do Défice de Seguros 2025, publicado pela Association for Savings and Investment South Africa (ASISA) durante um webinar realizado nesta terça-feira (28). Segundo Besa Ruele, membro do Comité de Vida e Risco da ASISA, a dimensão do défice é alarmante, crescendo 12,5% ao ano, de 35,4 biliões de rands (1,9 bilião de dólares) no final de 2021 para 50,4 biliões (2 biliões de dólares) no final de 2024. O estudo, realizado a cada três anos em parceria com a consultora True South Advisory, define o défice de seguros como a diferença entre a cobertura de vida e invalidez actualmente existente e o valor estimado de que as famílias precisariam para manter o seu padrão de vida após a morte ou invalidez permanente de um titular de rendimento. Custos imediatos, como despesas fúnebres, contas médicas ou adaptações residenciais por invalidez, não são incluídos no cálculo. Défice médio por titular de rendimento O relatório conclui que o trabalhador médio sul-africano deveria ter cerca de 2,1 milhões de rands (aproximadamente 121 mil dólares) em seguro de vida para garantir que a família conseguisse manter o mesmo padrão de vida em caso de morte. Contudo, a média de cobertura actual é de apenas 800 mil de rands (cerca de 46 mil dólares), deixando um défice de 1,3 milhão de rands (75,5 milhões dólares) por pessoa. O estudo também mostra que trabalhadores com rendimentos mais altos cobrem cerca de 50% das suas necessidades de seguro de vida, enquanto os 20% mais ricos enfrentam ainda um défice médio de 3 milhões de rands (174 mil dólares). Por outro lado, os trabalhadores com menores rendimentos conseguem cobrir apenas 10% das suas necessidades de seguro. Cobertura para doenças graves Pela primeira vez, o estudo incluiu a cobertura para doenças graves. O actuário WS Nel revelou que mais de 85% dos trabalhadores não possuem qualquer tipo de seguro para doenças graves. Embora a inclusão desses dados amplie o alcance do estudo, Nel explica que não é possível calcular um défice exacto para esta categoria, uma vez que a perda total de rendimento não pode ser presumida, pois muitas pessoas afectadas por doenças graves conseguem regressar ao trabalho e continuar a gerar rendimentos. O especialista acrescenta que o impacto financeiro varia bastante, pois as despesas médicas de curto prazo e as mudanças nas despesas de longo prazo dependem das circunstâncias de cada indivíduo. A maioria sem cobertura suficiente O relatório aponta que os 16,1 milhões de trabalhadores formais da África do Sul geram colectivamente cerca de 4 biliões de rands (232 mil milhões de dólares) em rendimentos brutos anuais. No entanto, o total de cobertura combinada para doenças graves é de apenas 1,1 bilião de rands (63,9 mil milhões de dólares), o que equivale a 26% de cobertura no final de 2024. WS Nel alerta, porém, que a realidade é ainda mais preocupante: “Acreditamos que, no caso das doenças graves, calcular uma cobertura média por trabalhador distorce a realidade de uma distribuição altamente desigual”, afirmou. Segundo o responsável, mais de 85% dos trabalhadores não têm qualquer cobertura, enquanto uma pequena minoria detém níveis elevados de protecção. De acordo com a ASISA, o estudo de 2025 mostra uma forte correlação entre nível de rendimento e cobertura para doenças graves, com os sul-africanos mais ricos, especialmente aqueles com formação universitária, a manterem níveis mais elevados de seguro. Os 20% mais ricos apresentam uma taxa de cobertura de 31%, e os indivíduos com grau universitário são os que mais frequentemente possuem apólices desse tipo. “A cobertura para doenças graves é o risco menos protegido, apesar de ser o mais tangível”, conclui Nel. Fonte: Moneyweb

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts