a d v e r t i s e m e n tO défice em conta corrente da África do Sul diminuiu inesperadamente no terceiro trimestre de 2025, reflectindo uma melhoria nos termos de troca do país, informou a Bloomberg nesta quinta-feira (4).

Segundo noticiou, o défice da balança corrente, a medida mais ampla do comércio de bens e serviços, diminuiu para 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) — equivalente a 3,3 mil milhões de dólares — nos três meses até Setembro, em comparação com 1% revisto no trimestre anterior, segundo dados divulgados pelo banco central nesta quinta-feira (4). O último valor superou a estimativa mediana de 1,2% de quatro economistas numa pesquisa da Bloomberg.

Os termos de troca da África do Sul, incluindo o ouro, melhoraram ligeiramente no terceiro trimestre, enquanto os termos excluindo o ouro melhoraram a um ritmo mais rápido, uma vez que o preço em rands dos bens e serviços exportados aumentou mais do que o das remessas recebidas, de acordo com o banco central do país.

“A redução do défice da balança corrente resultou principalmente de um défice menor na conta de serviços, rendimentos e transferências correntes”, afirmou o Banco de Reserva da África do Sul (SARB).

O excedente comercial do país diminuiu para 10,4 mil milhões de dólares no terceiro trimestre, face aos 10,9 mil milhões de dólares no trimestre anterior, uma vez que o valor das importações subiu mais do que o das exportações. O SARB citou o aumento das importações de produtos petrolíferos refinados e petróleo bruto como o principal factor para o aumento do valor dos produtos mineiros importados.

O défice na conta de serviços, rendimentos e transferências correntes diminuiu de 15,2 mil milhões de dólares para 13,8 mil milhões de dólares, uma vez que o país registou um défice menor na sua conta de rendimentos primários.

Em percentagem do PIB, o défice na conta de serviços, rendimentos e transferências correntes diminuiu de 3,4% para 3%.

A África do Sul registou, assim, oito défices consecutivos na conta corrente — o período mais longo desde 2019, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

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