Foi quase no último dia da Feira do Livro de Lisboa. Tantos livros e só pensava em mulheres nuas. Ia a descer o Parque Eduardo VII, caminhando em direcção ao brônzeo Marquês de leão à trela, e só pensava, ora vejam, em mulheres nuas. A culpa era do livro de poemas que levava na mão, esse “Bicho Marceneiro”, que as velhas musas ditaram a António Cabrita e que a Bárbara Assis Pacheco ilustrou com treze aguarelas: um escândalo em cores vivas, uma liberdade sexuada, um livro intumescente.
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