O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu esta quinta-feira, 9 de Outubro, representantes da Companhia de Pipeline Moçambique-Zimbabué (CPMZ). Durante o encontro, a empresa apresentou os planos de expansão do oleoduto que liga o Porto da Beira, em Moçambique, à localidade de Feruka, no Zimbabué, e expôs os principais desafios relacionados com o transporte de combustíveis e o desenvolvimento portuário. A reunião serviu para a CPMZ apresentar o funcionamento da empresa, os projectos em curso e as dificuldades enfrentadas ao longo dos anos. O chefe do Estado prestou orientações directas sobre o rumo das actividades, sublinhando a importância estratégica do oleoduto para a economia nacional e regional. António Laice, membro do Conselho de Administração da CPMZ, explicou que o encontro teve como objectivo apresentar a instituição ao novo Presidente e discutir as suas principais preocupações. “Solicitámos a audiência para saudar o Presidente da República pela sua eleição, apresentar a companhia e partilhar os desafios que enfrentamos. Recebemos do chefe do Estado orientações claras sobre o caminho a seguir”, afirmou. A CPMZ opera um oleoduto com cerca de 300 quilómetros, responsável pelo transporte de produtos petrolíferos refinados desde 1982. Trata-se de uma parceria público-privada entre o Estado moçambicano e o sector privado, cuja actividade tem sido fundamental para o abastecimento energético do Zimbabué e de outros países do interior da África Austral. Segundo o responsável, o sistema tem funcionado de forma ininterrupta há quatro décadas, garantindo o fornecimento seguro de combustíveis. “Transportamos produtos líquidos desde o Porto da Beira até ao Zimbabué e, a partir daí, para outros países do continente. É um processo contínuo e eficiente que tem acompanhado o crescimento económico da região”, referiu António Laice. Durante o encontro, a empresa apresentou ainda o seu plano de expansão, que prevê o aumento gradual da capacidade de transporte do oleoduto. O projecto em curso visa ampliar o volume de dois para três milhões de metros cúbicos, com uma fase posterior destinada a atingir cinco milhões de metros cúbicos. “Estamos a trabalhar para elevar a capacidade do pipeline, primeiro para três milhões e, numa segunda fase, para cinco milhões de metros cúbicos. Esta evolução permitirá responder à crescente procura de combustíveis e ao desenvolvimento económico do Zimbabué e do continente”, acrescentou o responsável. A companhia destacou igualmente os desafios que enfrenta, nomeadamente as limitações de infra-estruturas no Porto da Beira. A expansão do oleoduto exige investimentos complementares no porto para permitir uma maior eficiência e competitividade face a outras rotas regionais. “Chamámos a atenção do Presidente para a necessidade de reforçar o Porto da Beira, que é um ponto fulcral no corredor logístico, sobretudo num contexto de crescente concorrência de outros portos da região”, concluiu António Laice. Daniel Chapo, por sua vez, reiterou o compromisso do Executivo em apoiar projectos que impulsionem a integração económica e fortaleçam o papel estratégico de Moçambique como corredor regional de transporte de energia. Fonte: O País
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