
O inventor da World Wide Web, Sir Tim Berners-Lee, deu uma entrevista ao The Guardian onde teceu considerações sobre o estado atual da Internet e também sobre qual deve ser a melhor forma de abordar o desenvolvimento de Inteligência Artificial. Curiosamente, Berners-Lee propõe soluções diferentes para ambos os casos.
Sobre o estado atual da Internet, Berners-Lee acredita que a solução está numa descentralização, apontando para o facto de algumas plataformas como o Facebook, Instagram, YouTube e X se terem tornado núcleos de “manipulação” – apontando para a desinformação, polarização política e também problemas de adição.
“Nós conseguimos salvar a Internet”, afirmou Berners-Lee, apontando que a culpa do estado atual da Internet é dos EUA. “Os americanos estavam muito interessados em comercializar a Internet, ultrapassando a fronteira entre o âmbito académico e o comercial”.
Ainda que grande parte dos telemóveis lançados hoje em dia já tenha (ao nível do sistema operativo) algumas funcionalidades que protegem de tentativas de burla, há sempre algumas medidas extra de segurança que pode adotar.
Miguel Patinha Dias | 08:22 – 26/01/2026
Apesar de considerar a descentralização a abordagem mais correta no objetivo de corrigir o que está mal na Internet, Berners-Lee mostrou-se interessado em ver o que acontece na Austrália na sequência da proibição de redes sociais para menores de 16 anos.
“Estou interessado em ver o que acontece na Austrália, porque há pessoas no Reino Unido que estão a propor algo semelhante e outros podem seguir-se. A primeira questão é se os jovens devem usar essas redes sociais específicas. Penso que tens de reconhecer que coisas como serviços de mensagens são úteis”, declarou o cientista computacional.
Desenvolvimento de Inteligência Artificial
Ainda que defenda um modelo descentralizado para a Internet, Berners-Lee acredita que o melhor para o desenvolvimento da tecnologia seria um centro semelhante ao CERN – usado para a investigação de física de partículas.
A investigação a ser levada a cabo na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, no Brasil, conseguiu uma maior taxa de sucesso com mulheres do que com homens.
Miguel Patinha Dias | 21:14 – 26/01/2026
“Gostaria de ver um CERN para Inteligência Artificial, onde os melhores cientistas se juntassem para verem se conseguem criar uma super inteligência e, se conseguissem, podiam contê-la num sistema onde não podia fugir e persuadir pessoas a deixarem-na liderar o mundo”, explicou o cientista.
Berners-Lee continuou, notando que só esta abordagem permitiria que “a comunidade científica fosse capaz de olhar para a Inteligência Artificial e determinar se é ou não segura”.
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