O crédito bruto ao sector não financeiro angolano atingiu, em Agosto, os 8,9 mil milhões de dólares, um aumento de 13,3% comparativamente ao período homólogo, divulgou nesta terça-feira (23) o Banco Nacional de Angola (BNA). A Nota de Informação Estatística sobre o Crédito do BNA realça que, em Agosto, o crédito bruto ao sector não financeiro registou um aumento de cerca de mil milhões de dólares, sendo que 86,4% representou o endividamento da administração privada e 13,6% da pública. No período em referência, o stock de crédito à economia angolana, em moeda nacional, atingiu 6,4 mil milhões de dólares, representando um aumento de 29,2%, ou seja, mais 1,5 mil milhões de dólares face ao período homólogo.advertisement De acordo com os dados, o endividamento do sector público não financeiro totalizou pouco mais de 1,1 mil milhões de dólares, dos quais 79,4% são referentes à administração pública e 25,1% às empresas públicas, indicando um crescimento de 263,9 milhões de dólares. Também o endividamento das empresas privadas e particulares registou um aumento de 855,7 milhões de dólares, mais 11,4% em relação ao período homólogo, com as empresas privadas não financeiras a beneficiarem de 5,9 mil milhões de dólares dos 7,6 mil milhões de dólares disponibilizados em Agosto. Já o crédito bruto direccionado a secção real da economia totalizou 1,6 mil milhões de dólares, representando um aumento de 20,4% comparativamente ao mesmo período de 2024, “impulsionado principalmente pelo incremento de recursos disponibilizados ao subsector de indústria extractiva, que registou um aumento no valor de 167 milhões de dólares (33,9%)”. “Entretanto, o montante total concedido ao abrigo do Aviso n.º 10/2024 do BNA para o fomento do Sector Real da Economia atingiu 1,2 mil milhões de dólares, representando 80,5% do total de financiamento concedido a este sector e 16,7% da carteira de crédito bruto do sistema bancário”. Em relação ao mesmo período do ano passado, verificou-se um aumento de 250,5 milhões de dólares, impulsionado essencialmente pelo financiamento a projectos no subsector da indústria extractiva, um acréscimo de 89,6%. O subsector das indústrias transformadoras beneficiou de 44,3% do stock de financiamento concedidos em Agosto, enquanto o ramo da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca representou 18,4%. Fonte: Lusa

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