a d v e r t i s e m e n tA directora-geral de operações do Banco Mundial (BM), Anna Bjerde, afirmou nesta quinta-feira (5), em Luanda, que os corredores económicos quando são bem governados diminuem os custos de comércio, atraem investimentos e geram empregos para população crescente da África.

Ao discursar na abertura da Reunião Inaugural de Coordenação do Corredor do Lobito, a responsável de Operações do BM disse que para esta infra-estrutura vêm uma demanda crescente, seja no meio do corredor, ligando a Ásia Central à Europa, ou corredores atrás do continente, como a Etiópia Djibuti e o de Mombaça e Uganda.

“Os corredores económicos conectam pessoas, firmam redes de valor e mercados, reduzem a distância económica e permitem aos países competir, integrar e diversificar”, reafirmou Bjerde.

A líder destacou três oportunidades de colaboração para explorar todo o potencial do Corredor do Lobito, apontando para investimentos coordenados em infra-estruturas para melhorar os transportes e a logística, investimentos complementares para diversificar as economias locais e a coordenação de políticas públicas, explicando que as infra-estruturas por si só não são suficientes, uma vez que os corredores são mais bem-sucedidos quando as instituições e os quadros regulamentares que os regem estabelecem regras essenciais, tais como regimes de trânsito harmonizados, políticas fundiárias e industriais alinhadas e uma coordenação transfronteiriça eficaz.

“Logística melhorada pode transformar oportunidades para os agricultores e os negócios agrícolas através de Angola, Zâmbia e a República Democrática do Congo (RDC), custos de transporte baixos e acesso ao mercado melhorado podem aumentar os ingressos e reduzir as perdas se combinados com investimentos em armazenamento, logística e agroprocessamento”, explicou.

Anna salientou os recursos naturais permanecem o alvo económico do Corredor do Lobito, destacando que a Zâmbia e a RDC suprimem mais de 17% da produção mundial de cobre e mais de 70% do cobalto global de minerais, que são essenciais para a electrificação, baterias e desenvolvimento de energia.

“Mas o valor destes recursos depende de quão eficientemente eles chegam aos mercados”, referiu a directora-geral de operações do BM, apontando que corredores competentes podem levar 28 dias de mineração até ao porto com investimentos coordenados e facilitações de trânsito.

Entretanto, garantiu que o Corredor do Lobito pode reduzir esta jornada há cerca de cinco dias, diminuindo custos, melhorar a relação e fortalecer a competitividade na região inteira.

“A iniciativa da missão visa conectar 300 milhões de pessoas na África do Sul à electricidade até 2030. Angola está a expandir o acesso a mais de um milhão de pessoas, incluindo cidades ao longo do Corredor do Lobito. As partes do corredor podem reduzir significativamente os custos comerciais e expandir o comércio intra-africano, uma vez que procedimentos terrestres eficientes, sistemas interoperáveis e normas comuns podem parecer técnicos, mas determinam realmente se as infra-estruturas modernas produzem resultados reais”, concluiu.

Fonte: Forbes África Lusófona

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