
Coreia do Sul escapa a “mar vermelho” na Ásia. Samsung Electronics sobe mais de 3%
As praças asiáticas registaram, na sua maioria, perdas, apesar de as ações do setor tecnológico terem subido à boleia de novos investimentos na área.
Os índices japoneses caíram após novos dados terem revelado que a economia contraiu pela primeira vez em seis trimestres, em 2%, devido à queda registada nas exportações impactadas pelas tarifas dos EUA. Já as ações ligadas ao turismo e ao retalho caíram com o agravamento das tensões com a China.
No Japão, o Nikkei cedeu 0,10% para 50.323,91 pontos e o Topix desvalorizou 0,37% para 3.347,53 pontos. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong caiu 0,74% para 26.375,76 pontos e o Shanghai Composite perdeu 0,46% para 3.972,04 pontos. Em contraciclo, o sul-coreano Kospi saltou 1,94% para 4.089,25 pontos, isto depois de tanto a Samsung Eletronics como a SK Hynix terem prometido mais investimentos (550 mil milhões de dólares) na Coreia do Sul, após uma reunião com o presidente Lee Jae Myung. As ações da primeira empresa subiram 3,5% e as da segunda dispararam 8,21%.
Entre outros movimentos, o SoftBank perdeu mais de 6%, ainda pressionado pela venda da participação que detinha na americana Nvidia, em que encaixou 5,83 mil milhões de dólares. Já a Sony caiu mais de 3% e a Xiaomi perdeu 1,1%, depois de ter chegado a perder 4,29%.
Após semanas sem dados relevantes para guiar o sentimento de mercado, os investidores devem receber ao longo da semana, os tão esperados indicadores sobre a força da economia norte-americana, à medida que os serviços federais retomam os trabalhos, com o fim do maior “shutdown” da história do país.
Devem ser divulgados os números do emprego bem como da inflação. Os dados vão dar informações valiosas sobre a trajetória da política monetária da Reserva Federal, dando aos investidores uma nova perspetiva. Entretanto, o entusiasmo do mercado em relação às ações de inteligência artificial continua a sustentar a força do mercado.
Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 caem 0,1%. Esta segunda-feira são divulgadas as previsões económicas de outono da Comissão Europeia, às quais os investidores estarão atentos, bem como a vários discursos dos responsáveis do Banco Central Europeu ao longo do dia.
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