A construção da linha eléctrica que irá ligar Moçambique ao Maláui enfrenta atrasos devido à falta de equipamento adequado para erguer duas torres com 197 e 200 metros de altura, essenciais para cruzar o rio Zambeze, na cidade de Tete. Estas estruturas são determinantes para a conclusão do projecto até ao final do ano. As duas torres, que serão as mais altas de transmissão de electricidade do continente africano, estão a ser instaladas em ambos os lados do rio Zambeze, posicionadas a 1,8 quilómetro de cada margem. A sua dimensão tem exigido operações complexas, condicionadas pela capacidade técnica existente no terreno. As medidas de mitigação ambiental exigiram uma revisão histórica da província ao longo dos últimos 100 anos, revelando que Tete é vulnerável a condições meteorológicas severas. Este levantamento justificou a escolha de torres consideradas resistentes às alterações climáticas, reforçando a necessidade de estruturas de grande porte. O gestor do projecto de interligação eléctrica da Electricidade de Moçambique, João Catine, descreveu o processo como “complexo”, sublinhando que a construção das torres requer um grau técnico elevado. Ainda assim, a equipa mantém-se empenhada em ultrapassar os constrangimentos identificados. Apesar destas dificuldades, João Catine garantiu ao alto comissário de Moçambique no Maláui, Alexandre Manjate, e à secretária de Estado da província de Tete, Cristina Mafumo, que visitaram o local esta quinta-feira (13), que “as obras estarão definitivamente concluídas até ao final de Dezembro ou, o mais tardar, no início de Janeiro do próximo ano.” A garantia foi bem acolhida pelo alto comissário, que manifestou satisfação com o ritmo dos trabalhos. A visita permitiu avaliar a evolução do projecto e a viabilidade do novo prazo estabelecido. O projecto envolve a construção de uma linha de transmissão de 218 quilómetros, desde Matambo, em Tete, até Phombeya, no Maláui, que deverá ajudar a reduzir o actual défice energético malauiano. Actualmente, a Egenco, empresa pública responsável pela produção de electricidade no Maláui, produz apenas 367 megawatts, face a uma procura calculada em 719 megawatts, e apenas 11% da população tem acesso à electricidade. Fonte: Rádio Moçambique (RM)

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