“Quer a constituição de um fundo de fundos sob gestão do Banco Português de Fomento, quer a intenção de incentivar investidores institucionais, porquê fundos de pensões ou seguradoras, a participarem em fundos que invistam nas empresas nacionais, são duas medidas que a APCRI considera irem na direção certa”, lê-se em transmitido.
A associação considerou também que estas medidas constituem “uma boa resposta de Portugal” às necessidades detetadas pelo relatório Draghi elaborado pela Percentagem Europeia.
“Para que a economia portuguesa cresça e produza mais ocupação qualificado, é necessário aumentar o peso das empresas industriais e tecnológicas no resultado do país, o que só se consegue com mais capital privado e mais gestão profissional, que é o que estas medidas vêm promover, nomeadamente através de fundos de investimento de capital de risco”, disse o presidente da APCRI, Stephan de Moraes, em transmitido.
A APCRI denota também que para estas medidas atingirem os resultados pretendidos terão que, em muitos casos, passar por “operações de concentração que aumentem a eficiência e a capacidade de inovação das empresas envolvidas”.
Para que tal seja verosímil e de conformidade com o presidente da associação, “é necessário rever o regime de dedutibilidade fiscal do ‘goodwill’ das empresas adquiridas, por forma a incentivar operações de concentração”.
“É também necessário rever o protótipo SIFIDE, promovendo alterações que garantam que as verbas libertadas por levante instrumento são muito investidas em negócios inovadores e não vistas pelos investidores unicamente porquê mero mercê fiscal”, acrescentou.
O Programa do XXV Governo Constitucional, saído das legislativas de 18 de maio ganhas pela coligação AD (PSD/CDS), foi entregue no sábado na Tertúlia da República, pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim.
Na conferência de prelo em seguida a reunião do Governo, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, classificou o documento porquê “um programa ávido para transformar o país”, estruturado em 10 eixos prioritários, incluindo a reforma do Estado, imigração regulada, aumento de rendimentos, segurança de proximidade, habitação ou resguardo.
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