advertisemen tAs moedas africanas continuam sob pressão, à medida que choques externos e a flutuação do sentimento dos investidores testam a resiliência das estruturas de política monetária em todo o continente. No Gana, a moeda local, cedi, enfraqueceu para 10,90 em relação ao dólar americano devido ao aumento da procura corporativa e à oferta limitada. Para estabilizar a situação, o Banco do Gana proibiu pagamentos em moeda estrangeira a grandes empresas, a menos que fossem totalmente garantidos por depósitos, com o objectivo de conter a procura especulativa e apoiar a moeda local. Por outro lado, o Botsuana está a adoptar uma postura proactiva. O seu banco central manteve a taxa de juro de referência em 1,90% pela sexta reunião consecutiva — uma medida destinada a impulsionar uma economia em desaceleração. Simultaneamente, o Governo acelerou a desvalorização do pula (moeda local) para cerca de 2,76% ao ano (de 1,51%), com o objectivo de aumentar a competitividade das exportações e aliviar a pressão cambial. No Egipto, o retorno da estabilidade pode estar no horizonte. Espera-se que o banco central reduza as taxas de juro em 100 pontos base, levando a taxa de depósito para 23% e a taxa de empréstimo para 24%. O arrefecimento da inflação — que caiu para 13,9% em Julho —, juntamente com uma libra mais forte e políticas de apoio, criaram as condições para essa flexibilização. Entretanto, o rand sul-africano tem sido sensível aos sinais globais. Inicialmente impulsionado pela fraqueza do dólar e pelo aumento dos preços do ouro, interrompeu recentemente a sua recuperação, sendo negociado entre 17,46 e 17,74 por dólar, enquanto os investidores aguardavam dados locais e orientações da Reserva Federal norte-americana. Em toda a região, os bancos centrais utilizam uma série de ferramentas — taxas de juro, intervenções cambiais e política cambial — para gerir a volatilidade cambial num contexto de fragilidade económica. Embora as respostas difiram em tom e intensidade, o desafio geral permanece: alcançar a estabilidade macroeconómica sem sufocar o crescimento. Fonte: Further Africa

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts