Embora haja avanços para ampliar a presença de mulheres na liderança, o progresso pode não estar a acontecer com rapidez suficiente. O novo relatório “Women in Business 2025”, da empresa de auditoria Grant Thornton, indica que as mulheres deverão alcançar representação igualitária na alta gestão apenas em 2051, dois anos antes do previsto na pesquisa anterior. Ainda assim, hoje ocupam apenas 34% dos cargos de liderança sénior no mundo. A relação entre paridade e desempenho é inequívoca. As empresas que priorizam a igualdade de género não estão apenas a fazer o que é correcto — estão a libertar um maior potencial de crescimento. Há estratégias comprovadas que as empresas podem adoptar para fortalecer tanto a paridade de género como os seus resultados financeiros: 1. Apoiar e promover mulheres à liderança A Grant Thorntn, uma rede global de empresas independentes de auditoria, consultoria e impostos, recomenda que as empresas estabeleçam compromissos claros para aumentar a presença de mulheres na liderança, reforcem o apoio a líderes actuais e futuras por meio de programas de mentoria e networking e priorizem a diversidade de género no desenvolvimento de parcerias comerciais. 2. Investir em oportunidades equitativas e culturas de trabalho inclusivas A McKinsey recomenda que as empresas garantam práticas justas de contratação e promoção e capacitem gestores com ferramentas para apoiar o desenvolvimento de carreira das suas equipas. Sugere também investir em grupos de afinidade de funcionários para fortalecer o sentido de comunidade, incentivar diferentes perspectivas, estimular denúncias de discriminação e promover empatia. 3. Identificar e enfrentar vieses O The Conference Board, organização global de pesquisa sobre gestão corporativa, aponta que CEO mulheres enfrentam um viés de percepção, com investidores possivelmente a acreditar que “é mais fácil exercer influência sobre CEO mulheres”. Avaliar activamente se esses vieses inconscientes ou estereótipos estão presentes em decisões de contratação, promoção ou, neste caso, activismo de investidores pode ajudar as empresas a identificar preconceitos quando surgem e a agir de forma adequada. A questão não é se as empresas se podem dar ao luxo de priorizar a paridade de género, mas se se podem dar ao luxo de não o fazer. Com estratégias comprovadas disponíveis e evidências claras que ligam maior presença feminina na liderança ao sucesso empresarial, o único obstáculo restante é a acção. Ao entrar em 2026, as organizações que agirem de forma decisiva agora não apenas alcançarão a paridade de género, como também colherão as vantagens competitivas que advêm dela. Fonte: Forbes Brasil
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