Em visita às áreas afetadas do Rio Tejo, Rio Mondego, Rio Lis e Pinhal de Leiria, e acompanhado pelo ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, Hansen alertou, no entanto, que os 450 milhões disponíveis “não serão mais do que isso” e que é preciso considerar outros instrumentos, dado que também Andaluzia e outras regiões europeias apresentam situações graves. Entre os mecanismos alternativos, ele apontou o Fundo Social Europeu, que pode disponibilizar até 25% do montante rapidamente, dependendo das avaliações dos Estados-membros. O delegado garantiu, no entanto, que os agricultores continuarão recebendo os subsídios da Política Agrícola Comum (PAC), mesmo que não consigam produzir normalmente por causa dos estragos, lembrando que a legislação prevê mecanismos excepcionais para essas situações. Além disso, confirmou que Portugal pediu a abertura da reserva agrícola da UE e que Bruxelas já está analisando os dados enviados. O comissário disse ter passado o dia observando no terreno “os danos causados” e se reunindo com os agricultores lesados, defendendo que é essencial que níveis local, nacional e europeu “unam forças” para responder ao setor. O comissário ressaltou que os agricultores precisam de “soluções e perspectivas”, lembrando que encontrou produtores que “perderam tudo” e temem não conseguir sequer acessar crédito bancário. Ele também garantiu que o apoio europeu chegará “este ano” e afirmou que será preciso agir rapidamente para reconstituir a capacidade produtiva. Referindo-se às áreas completamente submersas, Hansen afirmou que “as plantações estão perdidas” e que nenhum trator consegue entrar na terra, exigindo uma avaliação conjunta com os agricultores sobre o que é possível recuperar. Hansen também explicou que está em contato com o Banco Europeu de Investimento e com a presidente do Banco Europeu de Investimento, Nadia Calviño, para desenvolver um mecanismo europeu de resseguro agrícola. “Muitos agricultores “não podem perder tudo de oito em oito anos sem proteção adequada”, alertou. Sobre o impacto nas exportações, Hansen lembrou que Portugal produz cerca de 2,5 mil milhões de euros em frutas e pequenos frutos, considerando o país “o jardim da União Europeia”. Advertiu que a destruição verificada “ameaça a segurança alimentar europeia”, reforçando que a recuperação da capacidade produtiva é também um interesse estratégico da EU. Leia Também: “Dimensão desta tragédia é brutal. Impossível dizerem-se estimativas”

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