a d v e r t i s e m e n tO Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA) lançou um sistema de pagamentos digitais para reduzir os custos de transacção, permitindo que as empresas realizem operações em moedas locais, informou na quinta-feira (9).

O COMESA, que conta com 21 Estados-membros, incluindo o Egipto, Quénia e Etiópia, junta-se aos esforços do continente africano para promover sistemas de pagamentos em moeda local, com o objectivo de reduzir os custos comerciais, eliminando a necessidade de converter moedas locais em moedas fortes, principalmente dólares americanos, para pagamentos transfronteiriços.

De acordo com o bloco, o novo sistema, conhecido como Plataforma Digital de Pagamentos de Retalho, está a começar os testes entre o Maláui e a Zâmbia, numa parceria com dois prestadores de serviços financeiros digitais e um prestador de serviços cambiais.

“Pela primeira vez, o comércio transfronteiriço dentro do Mercado Comum para a África Oriental e Austral pode ser liquidado directamente em moedas locais”, afirmou o ministro do Comércio do Quénia, Lee Kinyanjui, acrescentando: “Isto é uma mudança revolucionária.”

A iniciativa visa ajudar as médias, pequenas e microempresas, que representam 80% dos negócios e 60% do emprego nos Estados-membros, mas que têm de lidar com sistemas de pagamentos transfronteiriços “pesados, inseguros e caros”, acrescentou o governante.

“Estamos a demonstrar como os comerciantes podem trocar valores de forma integrada, sem depender de moedas estrangeiras escassas”, salientou.

A plataforma de pagamentos terá como objectivo manter os custos abaixo de 3% do valor da transacção, de acordo com o ministro. O Presidente do Quénia, William Ruto, que assumiu a presidência do COMESA em substituição do seu homólogo do Burundi, apelou a uma maior integração para impulsionar o comércio.

O Quénia aumentou a sua participação nos bancos regionais de financiamento ao comércio Trade and Development Bank e Afreximbank, em 100 milhões e 50 milhões de dólares, respectivamente, afirmou Ruto, como sinal do seu compromisso em aprofundar a integração comercial.

“Um dos caminhos mais viáveis para África e para blocos económicos regionais como a COMESA é reforçar as nossas instituições financeiras multilaterais locais”, anuiu.

Fonte: Reuters

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