Falar do bem-estar organizacional está na voga, mas será que todas as empresas que o comunicam o vivem realmente? O maravilha do “happywashing” expõe a diferença entre aquilo que se promove e o que se pratica. E os colaboradores percebem.
Num contexto empresarial cada vez mais competitivo e exigente, gerar um envolvente de trabalho saudável, equilibrado e motivador tornou-se importante para atrair, reter e desenvolver talentos. No entanto, nem todas as organizações assumem esse compromisso de forma autêntica. Em muitos casos, o bem-estar acaba por ser exclusivamente uma construção de imagem, um pouco que se comunica mais do que se concretiza.
Veja cinco estratégias para evitar o “happywashing”.
Estabilidade entre a vida profissional e pessoal
Flexibilidade real (e não exclusivamente no papel), pausas respeitadas, horários adaptáveis e modelos de trabalho que considerem as diferentes realidades pessoais. As empresas que oferecem políticas de estabilidade atraem mais talento e reduzem o burnout.
Integração do feedback dos colaboradores
Canais abertos, escuta activa e decisões que reflictam as vozes internas. Ferramentas uma vez que inquéritos anónimos, fóruns participativos ou reuniões de follow-up com os RH ajudam a edificar crédito e envolvimento.
Desenvolvimento pessoal e profissional contínuo
Planos de formação adaptados às necessidades reais das equipas, programas de mentoring, mobilidade interna e reconhecimento simples do progresso. Segundo a LinkedIn Learning, uma subsidiária do LinkedIn que oferece cursos online, 94% dos colaboradores afirmam que permaneceriam mais tempo numa empresa que investisse no seu desenvolvimento.
Cultura inclusiva, justa e respeitadora
Paridade de oportunidades, valorização da multiplicidade e combate quotidiano à discriminação. A inclusão não se mede por publicações nas redes sociais, mas por práticas no terreno, desde o recrutamento até à liderança.
Notícia alinhada com a prática
Mensagens claras, honestas e coerentes com o que realmente acontece na organização. Uma notícia transparente, que reconhece os desafios e não idealiza a verdade é fundamental para gerar uma crédito duradoura.
O “happywashing” não é exclusivamente um erro de notícia. É um risco sério para o clima interno, a crédito e a credibilidade da organização.
As empresas que investem no bem-estar de forma superficial criam uma ilusão de zelo, e quando as promessas não se cumprem, os talentos partem.
Por outro lado, as organizações que assumem o bem-estar uma vez que um compromisso real — com políticas consistentes, práticas transparentes e lideranças humanas — constroem culturas resilientes e equipas verdadeiramente envolvidas.
Manancial: RH Magazine
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