“Com esta nova tecnologia, estamos essencialmente a migrar do método tradicional, que era o preto e branco, para um mundo totalmente novo e colorido, onde podemos identificar melhor materiais e defeitos de interesse”, disse a cientista de materiais Noelle Collins, em comunicado. A tecnologia chama-se Imagem Hiperespectral Colorida de Raios X com Alvos Multimetálicos, ou CHXI MMT, para abreviar, indicou o engenheiro ótico e líder do projeto Edward Jiménez, coautor da investigação com Noelle Collins e a engenheira eletrónica Courtney Sovinec. A equipa dos Laboratórios Nacionais de Sandia, nos EUA, obteve o resultado através de amostras minúsculas e padronizadas de vários metais, como tungsténio, molibdénio, ouro, samário e prata. “Cada metal emite uma cor específica de luz de raios X. Ao combiná-lo com um detetor de discriminação de energia, podemos contar fotões (partículas) individuais, que fornecem informação sobre a densidade e medir a energia de cada fotão. Isto permite-nos caracterizar os elementos na amostra”, explicou Courtney Sovinec. O resultado são imagens coloridas com “uma clareza de imagem revolucionária e uma melhor compreensão da composição de um objeto”, segundo Edward Jiménez. Para os cientistas, a descoberta representa um grande avanço para a tecnologia de raios X, com várias aplicações possíveis, como por exemplo, na segurança aeroportuária e em testes não destrutivos (técnicas de controlo de qualidade que avaliam a integridade de materiais). A equipa espera também que a tecnologia melhore os diagnósticos médicos com teste de raio X, por exemplo na deteção precoce de doenças como o cancro. “Esperamos que isto (CHXI MMT) ajude a identificar melhores doenças como o cancro e a analisar as células tumorais de forma mais eficaz, indicou Edward Jiménez. O investigador destacou que com a coloração obtém-se um feixe (de luz) “mais nítido e uma imagem de maior resolução que aumenta a capacidade do sistema de detetar microcalcificações (sais minerais que podem indicar cancro da mama) “. Após 130 anos, desde que o físico alemão Wilhelm Röntgen descobriu os raios X em 1895, os cientistas dos EUA encontraram uma forma mais precisa de obter imagens de raios X, aproveitando diferentes metais e as cores da luz que emitem. Leia Também: Papa criado com IA? “Não vou autorizar isso”, diz Leão XIV

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