Investigadores da Universidade de Birmingham e da Universidade de Sussex, no Reino Unido, propuseram um detector compacto que utiliza tecnologias avançadas de cavidade óptica e relógio atómico para detectar ondas gravitacionais dentro desta faixa de milihertz (10⁻⁵ – 1 Hz), revelou o portal Zap Aeiou. “Ao utilizar tecnologia madura no contexto dos relógios atómicos ópticos, podemos ampliar o alcance da detecção de ondas gravitacionais para uma faixa de frequência completamente nova com instrumentos que cabem numa bancada de laboratório. Isso abre a possibilidade empolgante de construir uma rede global desses detectores e procurar sinais que, de outra forma, permaneceriam ocultos por, pelo menos, mais uma década”, afirma a investigadora Vera Guarrera. O co-autor do estudo publicado este mês, Xavier Calmet, acrescentou que “este detector permite-nos testar modelos astrofísicos de sistemas binários na nossa galáxia, explorar fusões de buracos negros massivos e até procurar fundos estocásticos do universo primordial. Com este método, temos as ferramentas para começar a sondar esses sinais a partir da Terra, abrindo caminho para futuras missões espaciais.”advertisement O estudo também sugere que integrar esses detectores com redes de relógios existentes poderia estender a detecção de ondas gravitacionais a frequências ainda mais baixas, complementando observatórios de alta frequência como o LIGO. Essa configuração não só aumenta a sensibilidade, como também permite identificar a polarização da onda e a direcção da fonte.
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