O cientista Jiayang Li, docente de engenharia eletrônica na University of Bristol, no Reino Unido, desenvolveu uma palmilha inteligente, equipada com 253 sensores microscópicos capazes de monitorar, em tempo real, a forma como os idosos caminham. O dispositivo ajudará na prevenção de quedas domésticas capturando dados sobre “a passada” com um nível de precisão comparável ao de um laboratório especializado em análise de movimento. Todas as informações coletadas são processadas instantaneamente e podem ser acompanhadas por meio de um celular ou tablet. A gênese do projeto nasceu de uma experiência pessoal de Jiayang Li, observando a crescente instabilidade física de seu mentor de 89 anos, Peter Langlois. Ao perceber que um simples desequilíbrio poderia trazer consequências graves para um idoso, principalmente para quem mora sozinho, o pesquisador decidiu aplicar seus conhecimentos em semi-condutores para desenvolver uma solução preventiva. Li adaptou técnicas que usaram anteriormente no desenvolvimento de sensores para medir a função pulmonar, através das quais descobriu que o mapeamento detalhado dos movimentos das pernas seria igualmente eficaz na detecção precoce do risco de quedas. O grande diferencial dessa invenção é a transição da análise clínica complexa, usualmente restrita a hospitais, para um acessório de uso cotidiano e acessível. Um dos pontos de maior destaque neste aparelho é o seu consumo energético reduzido que, com suporte de um microchip de última geração, o sistema consome apenas 100 microwatts, o que permite a duração da bateria por cerca de três meses sem necessidade de carregamento. Além disso, o calçado foi projetado para ser compatível com dispositivos de baixa voltagem, ao poder ser alimentado até por um relógio inteligente. A capacidade de gerar imagens detalhadas dos pontos de pressão do pé permite que o usuário, ou seus cuidadores, entenda se a caminhada está equilibrada ou se há um perigo iminente de perda de equilíbrio. Para Li, o objetivo é que a tecnologia seja produzida em larga escala para dar origem a uma palmilha de baixo custo, capaz de melhorar significativamente a qualidade de vida da população idosa. As próximas etapas incluem a realização de ensaios clínicos com grupos mais abrangentes para validar a precisão dos algoritmos de previsão de quedas. Fonte: Sapo

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