O Governo anunciou nesta segunda-feira, 22 de Setembro, que pelo menos 50 empreendimentos turísticos destruídos pelo ciclone Jude neste ano na província de Nampula, no Norte do País, já reabriram. “O sector de turismo neste momento apresenta números animadores em termos de afluência de turistas. Aquando da passagem do ciclone Jude muitos estabelecimentos ficaram encerrados. Desses, 50 já reabriram e apenas dois ou três continuam encerrados”, afirmou a directora de Cultura e Turismo na província de Nampula, Jamila Bicá. A responsável explicou que a retoma destes estabelecimentos tem vindo a gerar impactos significativos nas comunidades locais, com os trabalhadores a retomar aos seus postos de trabalho depois de meses de paragem devido aos efeitos do ciclone Jude. “A retoma dos empreendimentos turísticos devolve confiança ao sector e projecta um futuro mais promissor para Nampula como destino turístico”, acrescentou Jamila Bicá. A governante sublinhou que a semana Mundial do Turismo, que arranca nesta segunda-feira localmente, servirá para consolidar esse movimento de recuperação e reflexão sobre as prioridades da nova governação no campo turístico e da cultura. “Prevê-se ainda na semana do turismo a reabertura de um dos mais históricos empreendimentos no distrito de Nacala-Porto, que esteve encerrado durante vários meses”, avançou a responsável. Dos 50 empreendimentos turísticos parcialmente destruídos na altura, 20 foram a nível do distrito da Ilha de Moçambique, seguido de Nacala-Porto, Mossuril e Nacala-a-Velha, respectivamente. Em 12 de Setembro, as autoridades alertaram para cheias de “grande magnitude” no País e inundações em pelo menos quatro milhões de hectares agrícolas durante a próxima época chuvosa, que se inicia em Outubro. Moçambique é considerado um dos países mais severamente afectados pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre anualmente entre Outubro e Abril. Só entre Dezembro e Março últimos, na última época ciclónica, o País foi atingido por três ciclones, incluindo o Chido, o primeiro e mais grave, no final de 2024. O ciclone Jude, o mais recente a afectar o País, entrou em Março através do distrito de Mossuril, tendo feito, pelo menos, 43 mortos, dos quais 41 em Nampula, afectando ainda Tete, Manica e Zambézia, no Centro, e Niassa e Cabo Delgado, no Norte. O número de ciclones que atingem o País “vem aumentando na última década”, bem como a intensidade dos ventos, alerta-se no relatório do Estado do Clima em Moçambique 2024, do Instituto Nacional de Meteorologia, divulgado em Março. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos no País entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Fonte: Lusa

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