
A iniciativa, divulgada por meio de comunicado publicado no portal oficial da entidade, acontecerá durante um mês e tem como objetivo “criar um ambiente ‘online’ festivo, harmônico e positivo” durante o período de férias do Ano Novo Lunar, que começa na próxima semana. Segundo o documento, a ofensiva terá como foco plataformas e serviços digitais amplamente utilizados nesta época do ano, com foco em problemas que geram “fortes reações na sociedade”. Entre as prioridades está a eliminação de conteúdos que “propaguem valores negativos como não casar ou não ter filhos”, ou que se oponham explicitamente ao casamento e à natalidade. Serão igualmente visados materiais que fomentem antagonismo entre gêneros ou promovam conceitos como “medo do casamento” ou “ansiedade parental”. A China testou com sucesso o foguete Longa Marcha-10, em um avanço considerado “um marco significativo” por analistas, que colocam o país no mesmo nível dos Estados Unidos na corrida à Lua, com pousos tripulados considerados viáveis antes de 2030. Lusa | 06:28 – 13/02/2026 A campanha prevê ainda o combate à disseminação de rumores relacionados a transporte e abastecimento durante as férias — período mais movimentado do ano na China –, à criação massiva de conteúdo de baixa qualidade usando inteligência artificial, além do uso de temas festivos para atrair tráfego para atividades ilegais, como o jogo ‘online’. Esta iniciativa surge em um momento particularmente delicado para a demografia chinesa. O país registrou em 2025 apenas 7,92 milhões de nascimentos, o menor valor desde que há registros, e já soma quatro anos consecutivos de declínio populacional. Nos últimos anos, as autoridades chinesas implementaram subsídios, extensões de períodos de licença por casamento, reformas no registro nupcial e medidas de apoio à natalidade e à educação infantil, na tentativa de promover uma “sociedade favorável ao casamento e à parentalidade”. Leia Também: China atribui caso Nexperia a “interferência indevida” da Holanda
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