O Chile foi neste domingo às urnas para escolher o próximo chefe de Estado do país e os resultados apontam, tal como se esperava, para que o radical de direita José Antonio Kast, do Partido Republicano, tenha vencido a sua adversária Jeannette Jara, do Partido Comunista. Com 57% dos votos escrutinados, Kast ganha com 59%, contra 40,8% de Jara. Se a tendência se confirmar, o candidato da extrema-direita será o sucesso de Gabril Boric, que a 11 de março de 2026 lhe deverá entregar os comandos do país. A vitória de José Antonio Kast (conhecido como JAK) traz ao poder no Chile o Presidente mais à direita desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet em 1990. Estas foram as primeiras eleições de voto obrigatório desde 2012 e estavam assim aptos a votar 15,6 milhões de eleitores, de uma população de 19,7 milhões. A coima para quem não votasse – excluindo quem estivesse doente, fora do país ou a mais de 100 km do seu centro de voto – era de 30,5 a 92 euros. Aliás, essa era a grande dúvida, já que nas eleições dos últimos anos cerca de um terço dos então 15 milhões de eleitores não votaram. “Esses cinco milhões de pessoas desconfiam mais da política”, comentou Claudia Heiss, cientista política da Universidade do Chile, ao The Guardian. De qualquer modo, na primeira volta das presidenciais, a 16 de novembro, esse “novo” eleitorado “mostrou-se atraído pelas promessas populistas da direita e votou contra a coligação do Governo”. (notícia em atualização)

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