
A OpenAI anunciou esta segunda-feira, dia 4, que levou a cabo uma série de mudanças no ChatGPT para impedir que o ‘bot’ de conversação com Inteligência Artificial seja “demasiado complacente”. Como conta o site Business Insider, a ideia passa por apoiar melhor os utilizadores que estejam numa altura de vida mais complexa e fazer com que o ChatGPT não dê conselhos que levem a decisões abruptas. “Quando perguntas algo do género, ‘Devo acabar com o meu namoado?’, o ChatGPT não te deve dar uma resposta”, explica a OpenAI em comunicado. “(O ChatGPT) deve ajudar-te a refletir, perguntar coisas, fazer-te avaliar as coisas boas e más. Será implementado em breve um novo comportamento para decisões pessoais de alto risco”. A OpenAI anunciou ainda que o ChatGPT passará a alertar os utilizadores caso estes estejam a usar a ferramenta de Inteligência Artificial há muito tempo. A empresa adianta que vai formar um grupo de conselheiros formado por especialistas em saúde mental e desenvolvimento juvenil para melhorar o ChatGPT no que diz respeito à deteção de sinais de alerta. Serve recordar que a OpenAi deve lançar em breve a nova geração do modelo de linguagem usado no ChatGPT, o GPT-5. A responsável pela equipa de educação da OpenAI, Leah Belsky, acredita que os alunos e educadores devem aprender a usar o ChatGPT como uma ferramenta útil à aprendizagem. A executiva acredita que a ferramenta de Inteligência Artificial ajuda a “expandir o pensamento crítico e a criatividade”. Miguel Patinha Dias | 11:26 – 04/08/2025 Numa recente conversa com o youtuber Theo Von, o cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, mostrou-se até assustado com a evolução das capacidades do ChatGPT resultantes da implementação do GPT-5. O líder da OpenAI contou que a evolução do GPT-5 ficou evidente quando recebeu um e-mail com uma pergunta que não compreendeu e que, ao colocar a mesma pergunta à Inteligência Artificial, esta foi capaz de responder sem problema. Foi neste ponto que Altman comparou o GPT-5 ao ‘Manhattan Project’ (Projeto Manhattan) – o programa de investigação que teve lugar durante a primeira metade dos anos 1940 que levou à criação das primeiras bombas atómicas. “Há estes momentos na história da ciência em que tens um grupo de cientistas a olharem para a sua criação e dizem apenas: ‘O que é que fizemos? Talvez seja bom, talvez seja mau, mas o que é que fomos fazer?’”, notou Altman. “Talvez o exemplo mais icónico seja aqueles cientistas que trabalharam no Manhattan Project em 1945, a verem o teste Trinity, verem este novo tipo de poder a uma escala além da humana e todos saberem que iria remodelar o mundo. Penso que as pessoas que trabalham em Inteligência Artificial têm essa mesma sensação”. Acredita-se que o GPT-5 poderá ser lançado oficialmente durante este mês de agosto. Leia Também: ChatGPT atinge 700 milhões de utilizadores ativos semanais
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