Os Presidentes Daniel Chapo, de Moçambique, e Cyril Ramaphosa, da África do Sul, vão inaugurar, no dia 3 de Dezembro, a primeira fábrica moçambicana de produção de gás doméstico, avaliada em mil milhões de dólares (63,2 mil milhões de meticais), localizada no distrito de Inhassoro, província de Inhambane. Segundo uma publicação da Lusa, que cita uma fonte oficial, a presença do estadista sul-africano decorre de um convite formal do chefe de Estado moçambicano. A mesma fonte explicou que o convite a Cyril Ramaphosa está ligado ao investimento da Sasol, petrolífera sul-africana que actua no sector energético e que está a implementar a nova unidade de processamento de gás doméstico. O projecto permitirá reduzir em 75% as importações deste produto, reforçando a capacidade de produção nacional. A participação do Presidente sul-africano está igualmente associada ao projecto da Fábrica de Processamento Integrado, desenvolvido no âmbito do Acordo de Partilha de Produção (PSA) entre o Governo moçambicano e a Sasol. Esta iniciativa aprofunda a cooperação energética entre os dois países. A Sasol, que já explora gás natural em Temane (Inhassoro) e Pande (Govuro), está a liderar o projecto de mil milhões de dólares destinado a ampliar a produção de gás de cozinha em Moçambique. O investimento pretende aumentar a oferta interna e reduzir a dependência externa. No dia 4 de Novembro, a empresa anunciou o carregamento experimental do primeiro lote de gás de petróleo liquefeito (GPL), conhecido como gás doméstico, considerado um marco no processo de comissionamento da nova unidade. A Sasol afirmou que o sucesso da operação demonstra avanço técnico significativo rumo à inauguração. O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale, destacou em Setembro que a nova unidade permitirá reduzir a dependência de importações, aumentar a oferta de combustíveis e criar novas oportunidades de negócio e emprego no sector energético. Sublinhou ainda a intenção do Executivo de abrir espaço ao sector privado com melhor regulação e fiscalização. Segundo dados do Governo, o projecto PSA prevê a produção anual de 53 milhões de megajoules de gás natural, permitindo viabilizar a Central Térmica de Temane (CTT), e a produção diária de 4 mil barris de petróleo leve. A CTT terá capacidade para gerar 450 megawatts de electricidade e a unidade poderá produzir 30 mil toneladas anuais de GPL. A primeira pedra desta unidade foi lançada em 2022 e o início da produção, inicialmente previsto para 2024, foi adiado para Março e depois para Novembro deste ano. As relações entre Moçambique e a África do Sul, reguladas pela Comissão Binacional desde 2015, ganham novo impulso num contexto em que Moçambique continua a ser o maior parceiro comercial sul-africano, com um volume anual de negócios de 2 mil milhões de dólares (126,4 mil milhões de meticais). Fonte: Lusaa dvertisement

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