Segundo um comunicado da coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa, os secretários-gerais da CGTP/IN, Tiago Oliveira, e da UGT, Mário Mourão, “decidiram aceitar a proposta e o convite da comissão coordenadora das comissões de trabalhadores para estarem presentes nesta iniciativa”. “Perante o ataque a todos os trabalhadores com a proposta de alterações ao código de trabalho levada a cabo pelo Governo, não podem os trabalhadores deste complexo industrial estar indiferentes”, lê-se no comunicado. “O momento e a ofensiva do Governo justificam esta união e a decisão em unirmos esforços dos trabalhadores deste parque industrial para combater este pacote laboral”, defende a Coordenadora das Comissões de Trabalhadores, que apela a uma “forte resposta” dos trabalhadores na greve geral de 11 de dezembro. Na semana passada, a Comissão de Trabalhadores (CT) da fábrica da Volkswagen/Autoeuropa, principal empresa do parque industrial em Palmela, no distrito de Setúbal, também se solidarizou com a greve geral contra o pacote laboral proposto pelo Governo, que considerou ser “um ataque aos direitos dos trabalhadores”. Para a CT da Autoeuropa, “(a greve geral) é uma resposta necessária e justa ao pacote laboral que o Governo quer impor, e que representa um ataque frontal aos direitos conquistados durante décadas”. No comunicado, a CT da Autoeuropa alertava também para alguns aspetos negativos das alterações propostas pelo Governo no novo pacote laboral, designadamente a facilitação dos despedimentos, aumento da precariedade, aumento da desregulação dos horários e maior exploração do trabalho por turnos e fins de semana. O alargamento dos serviços mínimos, esvaziando o direito à greve, a possibilidade de ‘compra’ de férias, redução de direitos parentais e a facilitação do recurso das empresas ao ‘outsourcing’ são outros aspetos da proposta do Governo de alteração das leis laborais que a CT da Autoeuropa considera serem um ataque aos direitos dos trabalhadores. A CGTP e a UGT anunciaram uma greve geral para 11 de dezembro contra a proposta do Governo de revisão da lei laboral, naquela que será a primeira paralisação conjunta desde junho de 2013, quando Portugal estava sob intervenção da ‘troika’. Leia Também: Das escolas aos hospitais, até onde vai chegar a greve geral de dia 11?

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts