
“O Banco de Portugal falhou momentaneamente quando permitiu que informação sensível fosse divulgada publicamente”. Foi assim que Mário Centeno começou por referir-se à polémica em torno da nova sede do supervisor financeiro. Na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, o ainda Governador garantiu que essa é uma situação que o BdP não pode tolerar, em nome dos “elevados padrões éticos do banco que são parte da sua identidade secular”. “O novo edifício é uma realidade em construção e à vista de todos”, reiterou. Quando anunciou a assinatura do contrato com a Fidelidade, o Banco de Portugal (BdP) avançou que se tratava de “um investimento de 191,99 milhões de euros, correspondente ao limite inferior das avaliações independentes realizadas”. No entanto, este é o valor do edifício sem acabamentos nem mobiliário. Em julho, o Observador noticiou que somando essas necessidades, o custo total iria situar-se entre 235 e 280 milhões de euros, valores que o Banco de Portugal nunca confirmou. Em atualização
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