a d v e r t i s e m e n tA Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) rejeitou, neste domingo (14), um programa de transição anunciado pelos governantes militares da Guiné-Bissau e exigiu um rápido retorno à ordem constitucional, alertando para sanções específicas contra aqueles que obstruírem o processo, noticiou a Reuters.
Os oficiais do exército da Guiné-Bissau, autodenominando-se Alto Comando Militar, derrubaram o Presidente do país, Umaro Sissoco Embaló, a 26 de Novembro e instalaram o major-general Horta Inta-a como Presidente interino no dia seguinte.
O golpe na Guiné-Bissau é o nono na África Ocidental e Central em cinco anos, aprofundando as preocupações com o retrocesso democrático numa região que já enfrenta insegurança e instabilidade política.
Os líderes presentes na cimeira anual da CEDEAO, realizada na capital nigeriana, Abuja, apelaram à libertação imediata de todos os detidos políticos, incluindo figuras da oposição, e insistiram numa transição curta e inclusiva na Guiné-Bissau.
“O que os líderes da CEDEAO decidiram fazer é garantir que haja tolerância zero para mudanças inconstitucionais de Governo”, afirmou Omar Touray, presidente da Comissão do bloco.
A CEDEAO destacou que as eleições realizadas a 23 de Novembro foram consideradas livres e transparentes pelos seus próprios observadores, pela União Africana (UA) e pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O organismo também mandatou o seu presidente para liderar uma delegação de alto nível à Guiné-Bissau para conversações com a junta militar.
Se os militares não cumprirem com as exigências da CEDEAO, o bloco vai impor sanções específicas contra indivíduos ou grupos que bloqueiem a transição, afirmou o bloco, instando a UA e os parceiros internacionais a apoiarem os seus esforços.
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