Empresários moçambicanos e estrangeiros prevêem discutir projectos de quase 1,5 mil milhões de dólares na Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que espera reunir dois mil participantes em Maputo, de 12 a 14 de Novembro próximo, noticiou a Lusa. Segundo a informação divulgada pela Confederação das Associações Económicas (CTA), que organiza a CASP em conjunto com o Governo, a edição deste ano vai decorrer sob lema “Reformar para Competir: Caminhos para Relançamento Económico”, prevendo discutir projectos avaliados em 1,5 mil milhões de dólares. A CTA acrescenta que delegações de pelo menos seis países já confirmaram a presença nesta XX CASP, que vai decorrer no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, na cidade de Maputo, esperando a presença de dois mil participantes, mais de 40 oradores e mais de 50 expositores.advertisement Para esta edição, estão agendadas sessões bilaterais entre Moçambique e a União Europeia (UE), Emirados Árabes Unidos,, Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), e Brasil, além de mais de dez sessões de alto nível já confirmadas, avança a CTA. Está também previsto o “Market Place”, um espaço que visa a “facilitação de encontros para identificação de soluções e oportunidades de negócios no mercado nacional e estrangeiro para os intervenientes da cadeia de valor de produção, importação, distribuição e fornecimento de matéria-prima para a indústria”. O programa prevê também “salas de negócio”, a funcionarem como fórum de promoção de investimento através da intermediação de reuniões, onde empresários e proponentes de projectos vão interagir com instituições financeiras. Entre os objectivos da CASP destaca-se a promoção do “compromisso e responsabilidade do Governo e sector privado para o relançamento económico através de reformas estruturais que fortaleçam a competitividade do sector privado, impulsionando a retoma económica sustentável, inclusiva e resiliente”. Concretamente, com este evento, o sector privado quer que se reforce o compromisso político com medidas concretas para melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimentos e consolidar e acelerar a implementação de reformas administrativas, fiscais e tecnológicas que promovam um ambiente de negócios previsível, seguro e favorável ao investimento. “Estimular a diversificação económica, com ênfase no fortalecimento dos sectores não extractivos como agro-indústria, serviços, turismo, energia e indústria transformadora, para aumentar a produtividade e a geração de emprego formal qualificado” está também entre os objectivos do evento, conforme a informação adiantada pela CTA. Entre os objectivos da CASP destaca-se a promoção do “compromisso e responsabilidade do Governo e sector privado para o relançamento económico através de reformas estruturais que fortaleçam a competitividade do sector privado, impulsionando a retoma económica sustentável, inclusiva e resiliente” O sector privado indica ainda que a CASP deste ano quer facilitar o acesso a instrumentos financeiros estratégicos e promover a digitalização e a simplificação dos processos administrativos e regulatórios para aumentar a eficiência e reduzir custos no ambiente empresarial. A 8 de Julho, o Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou o seu compromisso com o diálogo público-privado visando “acelerar reformas” e melhorar o ambiente de negócios no País, indicava então um comunicado da Presidência. “O Presidente, Daniel Chapo, expressou a abertura do Governo em colaborar com o sector privado na agenda de reformas para atrair investimentos, aumentar a produção nacional e impulsionar as exportações”, lê-se no documento enviado naquela data à comunicação social, que faz menção a um encontro entre o chefe de Estado e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique – CTA. No referido encontro, Chapo pediu ainda que a CTA, a maior representante do sector privado em Moçambique, apresentasse “propostas de reformas concretas”, tendo em conta as “dificuldades que enfrentam no seu dia-a-dia”.advertisement

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