O número de agentes de carteiras digitais em Moçambique (Instituições de Moeda Electrónica-IME), que funcionam via telemóvel, voltou a disparar no primeiro trimestre de 2025, para 351,9 milénio, segundo dados oficiais compilados esta quarta-feira, 11 de Junho, pela Lusa.
De combinação com o mais recente relatório do Banco de Moçambique sobre indicadores de inclusão financeira, trata-se de uma cobertura de 1817 agentes e 110 contas IME por cada 100 milénio adultos. Esta cobertura, que já chega a todos os 154 distritos do País, tem vindo progressivamente a crescer, atingindo o recorde anterior no final de 2024, de 1686 agentes IME por cada 100 milénio adultos, quando em 2019 se fixava em unicamente 350.
No final de 2024, o número de agentes de carteiras digitais no País ascendia a 315 milénio, segundo o histórico do banco medial.a d v e r t i s e m e n t
O País conta agora com três Instituições de Moeda Eletrónica, das três operadoras de telecomunicações móveis, que assim prestam serviços financeiros via telemóvel, incluindo transferências de quantia entre clientes ou pagamento de serviços.
Trata-se de uma solução que permite facilitar e massificar o entrada da população a serviços financeiros, unicamente recorrendo ao telemóvel e agentes IME na rua. O número de contas bancárias no País cresceu 10% em 2024.
De combinação com um relatório estatístico anterior do Banco de Moçambique, o número de contas bancárias no País cresceu de 5,6 milhões no final de 2023 para 6,2 milhões em Dezembro do ano pretérito, mas não acompanha o aumento nas IME, que cresceu 18,5% no mesmo período, para 19,8 milhões, mais quase três milhões de novas contas no espaço de um ano.
Quatro anos antes, em 2020, o número destas contas de moeda electrónica era de praticamente metade, situando-se em 10 833 801.
A Lusa noticiou anteriormente que o Governo pretende tributar as comissões dos agentes e das IME.
De combinação com um documento do Executivo sobre as acções desenvolvidas em 2024, o Governo avançou no ano pretérito com o processo de “tributação das comissões” dos agentes e das IME, tendo elaborado a respectiva proposta de lei, que entretanto submeteu à Tertúlia da República, embora sem prosseguir mais detalhes sobre a mesma.
Acrescentava, todavia, que “foram disponibilizados”, por duas das instituições de carteira traste, “os dados sobre os seus agentes e superagentes a nível pátrio, por forma a gerar uma base de dados”, com vista ao “expansão da base tributária e consequente incremento da captação da receita neste segmento da economia do dedo”.
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