Cartas de Trump deixam Ásia sem rumo. Europa em queda sem negócio mercantil


As bolsas asiáticas terminaram a sessão em terreno misto, exclusivamente com a terreiro chinesa a registar ganhos, depois de Donald Trump ter voltado a agitar as águas da guerra mercantil. O Presidente dos EUA disse que a sua Governo poderá inaugurar a enviar já hoje cartas aos parceiros a estabelecer a taxa das tarifas, que podem de ir dos 10% aos 70%, e que iriam entrar em vigor a 1 de agosto. Trump não detalhou que países iriam receber as cartas.


O prazo de 9 de julho está a chegar e os mercados asiáticos têm negociado sem rumo definido, uma vez que a falta de acordos comerciais com a maior economia do mundo preocupa os investidores. 


Nos EUA, Wall Street vai para término de semana prolongado em máximos históricos, à medida que as preocupações iniciais de que as tarifas empurrariam a economia norte-americana para uma recessão diminuíram. Esta quinta-feira, os dados do mercado laboral deram conta que o desenvolvimento do ofício excedeu as expectativas, o que levou os investidores a expulsar as apostas numa redução das taxas em julho. Os analistas consultados pela Bloomberg dizem que a incerteza prevalece, mas que os EUA “estão a aguentar-se muito”.


Na China, as ações atingiram o valor mais saliente desde dezembro, depois de Pequim ter dito que está a fazer esforços para implementar um quadro mercantil com os EUA, revendo os pedidos de licenças de exportação. Ou por outra, separadamente, o governo chinês tenciona cancelar secção de uma cimeira de dois dias com os líderes da União Europeia prevista para o final deste mês, no mais recente sinal das tensões entre Bruxelas e Pequim. Assim, o Shangai Composite subiu 0,8%. Já o Hang Seng, em Hong Kong, desceu 0,3%. 


No Japão, o primeiro-Ministro, Shigeru Ishiba, rejeitou a teoria de que o país fez poucos progressos nas negociações com os EUA para chegar a um negócio mercantil. Os japoneses preparam-se para receberem uma tarifa de 24%. O Topix perde modestos 0,03% e o Nikkei soma 0,06%, já que os mercados já terão incorporado a emprego das tarifas. 


“A razão pela qual o sentimento do mercado não tem sido tão poderoso porquê deveria ter sido é por razão das negociações comerciais”, disse Yugo Tsuboi, estratega da Daiwa Securities, à Bloomberg.


Pela Europa, e também sem um negócio mercantil à vista, os futuros da Euro Stoxx 50 apontam para uma queda de 0,4%. 

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