a d v e r t i s e m e n tA Câmara Africana da Energia (AEC) inaugurou esta sexta-feira (22) o seu primeiro escritório internacional em Xangai, reforçando a diplomacia energética entre África e China e posicionando-se como uma plataforma estratégica para atrair capital e tecnologia para o continente africano.

Segundo a organização, o novo centro funcionará como um pólo de ligação entre financiadores chineses e projectos africanos, ajudando a colmatar o défice anual de financiamento do sector, estimado entre 31 e 50 mil milhões de dólares. O escritório será liderado por Bieni Da, nomeado representante-chefe da AEC na China.

Além da mobilização de capital, a AEC pretende que o escritório sirva como espaço de diálogo e de concretização de negócios, facilitando parcerias entre empresas africanas e chinesas, organizando fóruns de investimento e apoiando negociações bilaterais entre governos.

A China já desempenha um papel central em projectos energéticos africanos, como o campo petrolífero de Bango Kayo, o oleoduto da África Oriental e o Coral South FLNG, em Moçambique. Com a abertura em Xangai, a AEC acrescenta uma camada diplomática a estas relações comerciais, com o objectivo de acelerar investimentos em petróleo, gás, energias renováveis e infra-estruturas inteligentes.

O presidente executivo da Câmara, NJ Ayuk, sublinhou que a iniciativa visa “trazer o capital e a experiência chinesa para projectos africanos de forma mutuamente benéfica”, reforçando a visão de África como parceira de desenvolvimento e não apenas fornecedora de matérias-primas.

A curto prazo, a expectativa é que, nos próximos 12 a 18 meses, o escritório contribua para a assinatura de mandatos, contratos de fornecimento e projectos-piloto em áreas como transmissão de energia, gás para produção eléctrica e renováveis de grande escala, com impacto na criação de emprego, transferência de competências e redução de custos energéticos no continente.

Fonte: Further Africa

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