advertisemen tO Presidente da República, Daniel Chapo, considerou que a retoma do projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies, é um indicador claro da estabilização da província de Cabo Delgado, palco de ataques terroristas nos últimos oito anos. A declaração foi proferida durante a cerimónia oficial de celebração do Dia dos Heróis Moçambicanos, assinalada nesta terça-feira, 3 de Fevereiro. “O terrorismo continua a ser o nosso grande desafio neste momento, mas enquanto combatemos o terrorismo, não paramos com o desenvolvimento da província de Cabo Delgado e do nosso belo Moçambique”, afirmou o chefe do Estado, ao sublinhar o papel das Forças de Defesa e Segurança, bem como da força local e dos contingentes estrangeiros do Ruanda e da Tanzânia, que operam na zona Norte do País, segundo informou a Lusa. Daniel Chapo destacou os esforços que têm vindo a permitir o regresso das populações às suas zonas de origem e a reactivação dos grandes empreendimentos económicos. “As nossas Forças de Defesa e Segurança, com o apoio das forças do Ruanda e a participação activa da força local, continuam determinadas nesse combate, permitindo o retorno das populações às suas zonas de origem e a retoma dos projectos de gás na bacia do Rovuma”, sublinhou. A 29 de Janeiro, Daniel Chapo e o presidente da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, visitaram o complexo de Afungi, em Cabo Delgado, para oficializar a retoma do projecto Mozambique LNG, suspenso há quase cinco anos após a petrolífera francesa ter declarado ‘força maior’ devido à intensificação dos ataques extremistas. Com um investimento estimado em 20 mil milhões de dólares, o megaprojecto é considerado estratégico para a economia nacional e poderá impulsionar outros sectores produtivos. “A retoma deste projecto sinaliza a segurança que se vive em Cabo Delgado e permite também o desenvolvimento de outros projectos industriais”, declarou Daniel Chapo, garantindo que o Governo continuará a investir na reconstrução das infra-estruturas afectadas pelo conflito. “Continuamos a levar a cabo acções de reconstrução das infra-estruturas destruídas, por forma a garantir o normal funcionamento das instituições públicas e privadas, incluindo a reposição de serviços básicos como energia, água, saúde, vias de acesso, entre outras infra-estruturas, para criar melhores condições de vida para o povo moçambicano.” Desde 2017, os ataques protagonizados por grupos associados ao Estado Islâmico já provocaram mais de 6400 mortos, segundo dados da organização ACLED (Armed Conflict Location & Event Data Project). Só nas últimas duas semanas, registaram-se seis novos incidentes violentos em Cabo Delgado, com pelo menos três vítimas mortais, entre confrontos contínuos com as forças ruandesas destacadas na região.

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