advertisement O ministro da Defesa, Cristovão Chume, garantiu que o combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado, região Norte de Moçambique, está a evoluir para uma situação de segurança estável, defendendo a necessidade de “mudar a narrativa de instabilidade, para não afastar investidores”. “A situação de segurança é estável e Cabo Delgado é viável. Devemos continuar a disseminar uma narrativa positiva, que faça com que as pessoas pensem que Moçambique ainda é um sítio onde se pode investir”, explicou o governante à saída do Parlamento, após a abertura da 2.ª sessão ordinária da Assembleia da República (AR), no âmbito da décima legislatura. Chume acrescentou que no continente africano quase todas as nações têm problemas de terrorismo e tráfico de droga. “Estamos a empurrar os investidores para fora das nossas fronteiras, e meter medo às populações. Naquela província decorrem investimentos, turismo, agricultura e educação; é notória a evolução dos distritos.” “Moçambique é viável e todos os países têm problemas. Nigéria tem terrorismo, mas as pessoas vão lá, Brasil tem criminalidade, mesmo assim recebe turistas, e todos nós queremos passar férias nesses locais”, elucidou o ministro citado pela Lusa. Recentemente, o Governo e a petrolífera italiana Eni formalizaram a decisão final de investimento do Coral Norte, para o projecto localizado na Área 4 da bacia do Rovuma. Avaliado em 7,2 mil milhões de dólares (456 mil milhões de meticais), o empreendimento deverá gerar receitas fiscais e contribuições que ultrapassam 23 mil milhões de dólares (1,4 bilião de meticais) ao longo dos seus 30 anos de vida útil. No seu mais recente relatório, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) fez saber que há mais de 57 mil deslocados desde o dia 20 de Julho, após o recrudescimento de ataques de extremistas, em alguns distritos. Segundo a entidade, em termos concretos, os números incluem 490 mulheres grávidas, 1077 idosos, 191 pessoas com problemas de mobilidade e 126 crianças, explicando que as pessoas “chegam a andar mais de 50 quilómetros, pela mata, noite e dia, sobretudo em direcção à sede do distrito de Chiúre, no sul da província de Cabo Delgado.” Desde Outubro de 2017, Cabo Delgado – província rica em recursos naturais, nomeadamente gás – tem sido palco de uma insurgência armada que já provocou milhares de mortos e originou uma crise humanitária com mais de um milhão de deslocados internos. Em Abril, os ataques alastraram também à vizinha província do Niassa. Um dos episódios mais graves ocorreu na Reserva do Niassa e no Centro Ambiental de Mariri, no distrito de Mecula, onde grupos armados não estatais atacaram instalações, roubaram bens, destruíram acampamentos e uma aeronave do parque. Estes actos resultaram na morte de, pelo menos, duas pessoas, e levaram à deslocação de mais de dois mil indivíduos, dos quais 55% crianças.advertisement

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