advertisemen tOs empresários de Cabo Delgado manifestaram expectativa quanto à retoma do projecto de exploração de gás natural na Área 1 da bacia do Rovuma, liderado pela multinacional francesa TotalEnergies, quase cinco anos depois da paralisação provocada pela insegurança associada aos ataques terroristas na província, informou esta quinta-feira, 29 de Janeiro, o jornal O País. Na península de Afungi, onde se localiza o projecto Mozambique LNG, já se regista algum movimento de empresas que aguardam o reinício efectivo das operações, embora o envolvimento directo dos empresários locais ainda seja limitado. “Do anúncio até este momento, apenas há este movimento aqui, mas ainda não temos registo de empresas contratadas para executar trabalhos”, afirmou Mamudo Irache, representante da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) em Cabo Delgado. A suspensão do projecto de Gás Natural Liquefeito na Área 1 da bacia do Rovuma causou prejuízos significativos, levando à falência milhares de empresas e afectando negativamente a economia nacional. Ainda assim, os empresários reconhecem que a interrupção foi um mal necessário face ao contexto de segurança vivido na província. Durante o período de suspensão, segundo Mamudo Irache, o sector privado local apostou na preparação e capacitação das empresas para responder às exigências do projecto. “Durante todo este período estivemos a preparar as empresas e hoje temos capacidade suficiente para trabalhar na Bacia do Rovuma, desde o fornecimento de alimentos e prestação de serviços, até à construção e tramitação de documentação de expatriados”, explicou. Apesar da expectativa gerada pelo relançamento do Mozambique LNG, persistem preocupações relacionadas com o acesso e o alegado isolamento da península de Afungi, um factor que poderá condicionar a integração efectiva das empresas locais na cadeia de fornecimento do projecto. O projecto Mozambique LNG estava inicialmente previsto para arrancar em 2022, tornando-se o primeiro empreendimento de exploração de gás natural em grande escala em Cabo Delgado. Contudo, os ataques terroristas registados na província forçaram a suspensão das actividades, adiando um investimento considerado estratégico para o desenvolvimento do País.

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