A Percentagem Europeia recomendou esta terça-feira a Portugal que intensifique os esforços para melhorar a eficiência do sistema judicial, em privativo dos tribunais administrativos e fiscais, muito uma vez que da regulamentação do ‘lobbying’ e mais transparência legislativa.
As recomendações a Portugal foram divulgadas no contexto do Relatório Anual sobre o Estado de Recta de 2025, ao abrigo das obrigações assumidas no Projecto de Recuperação e Resiliência (PRR) e das recomendações específicas no quadro do Semestre Europeu.
Entre as orientações dirigidas a Lisboa, o executivo comunitário destaca a urgência de prosseguir com medidas que assegurem a adequação da legislação processual penal, permitindo uma gestão mais eficiente de processos criminais complexos e intensificar os esforços para melhorar a eficiência do sistema judicial, em privativo dos tribunais administrativos e fiscais.
A Percentagem defende ainda a adoção de regras claras para a regulamentação do ‘lobbying’, incluindo a geração de um registo público abrangente de lobistas, e a peroração das reformas para substanciar a transparência no processo legislativo, nomeadamente pela emprego de instrumentos de avaliação de impacto.
O lóbi (ou lobbying) é a tentativa de influência, de pessoas ou grupos (empresas, por exemplo), sobre decisões políticas ou projetos legislativos que beneficiem quem está a executar a tentativa de influência.
Bruxelas destaca que Portugal deu já passos significativos para melhorar os recursos humanos afetados ao sistema de justiça, graças a novos recrutamentos e a alterações legislativas, mas sustenta que o término prematuro da anterior legislatura teve impacto em algumas reformas, uma vez que as relacionadas com o sistema de atribuição de processos, a eficiência dos processos penais complexos e o aproximação às decisões judiciais, que não puderam ser concluídas.
Por outro lado, a Percentagem indica que o nível de perceção da independência judicial em Portugal continua a ser médio entre o público em universal e é atualmente grave entre as empresas.
A avaliação destaca ainda ter havido alguns progressos nos recursos do Mecanismo Vernáculo Anticorrupção (MENAC), com a melhoria da sua estrutura e funcionamento, garantindo recursos suficientes para a prevenção, investigação e ação penal contra a devassidão.
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