O Gabinete Médio de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional (GCCC) alertou que o branqueamento de capitais e o financiamento ao terrorismo representam riscos iminentes para o sector empresarial moçambicano, com potencial para gerar graves sanções legais, danos reputacionais e exclusão de mercados.
O aviso foi feito por Nazimo Mussa, representante do GCCC, durante o quadro sobre gestão de riscos corporativos e compliance no 1.º Congresso de Governação Corporativa de Moçambique, que decorre esta quinta-feira (14) em Maputo.
Segundo Mussa, a pouquidade de controlos internos robustos, a lacuna na monitoria de transacções e a utilização de canais financeiros não rastreáveis abrem espaço para que empresas sejam usadas porquê instrumentos de branqueamento de fundos ilícitos.
No caso do financiamento ao terrorismo, o representante destacou que organizações sem fins lucrativos podem ser exploradas para encanar recursos a grupos extremistas, porquê tem sido verificado em algumas operações ilícitas ligadas à insurgência em Cabo Fino.
Para mitigar estes riscos, Mussa defendeu a implementação de políticas claras de compliance, a verificação rigorosa da identidade e da origem dos fundos de clientes, a transparência na identificação de beneficiários finais e a formação contínua dos colaboradores para reconhecer sinais de alerta.
GCCC defendeu compliance rigoroso, transparência e formação para detectar riscos.
Sublinhou também a valimento de os bancos e instituições financeiras manterem um fluxo activo de comunicações de operações suspeitas para as autoridades competentes, frisando que essa cooperação tem permitido investigações mais céleres e eficazes.
“Os mecanismos de prevenção não devem viver unicamente no papel; é necessário que sejam aplicados de forma consistente para proteger as empresas de riscos desnecessários e preservar a integridade do sistema parcimonioso”, afirmou.
O quadro integrou a programação do 1.º Congresso de Governação Corporativa de Moçambique, promovido pela a Associação Instituto Moçambicano De Governação Corporativa (IGCMZ) com espeque do Standard Bank, que reúne administradores, gestores e especialistas nacionais e internacionais para discutir práticas modernas de governação nos sectores público e privado.
Texto: Felisberto Ruco
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