O BPCE é, entre os potenciais compradores do Novo Banco, o que está melhor posicionado para a compra. A informação é avançada pela dependência Bloomberg, que cita fontes conhecedoras do processo.


O grupo francesismo está assim primeiro dos espanhóis do Caixabank (donos do BPI) e estará a negociar os termos de um tratado, dizem as mesmas fontes. O fundo norte-americano Lone Star, que detém 75% do capital da instituição financeira portuguesa, poderá tomar uma decisão nos próximos dias, acrescentaram as mesmas fontes. As negociações decorrem e não está guardado que cheguem a bom porto. O principal acionista ainda não decidiu se avança pela via da venda direta ou da dissipação de secção do capital (até 30%) em bolsa.


Contactados pela Bloomberg, o BPCE, o Lone Star, o Novo Banco e o Caixabank não comentaram.


O Novo Banco apontou duas janelas temporais possíveis para a oferta pública inicial (IPO, na {sigla} inglesa): o mês de junho ou a partir de setembro. No entanto, o cenário de venda direta nunca foi rejeitado.

O Lone Star ainda não decidiu se avança pela via da venda direta ou da dissipação de secção do capital em bolsa.


Na semana passada os acionistas do Novo Banco autorizaram a preâmbulo do capital, um passo fundamental para o IPO.


Em Portugal, os potenciais interessados na compra são o BCP (embora o CEO do banco, Miguel Maya, tenha mandado farpas quanto ao preço) e a Caixa Universal de Depósitos (embora tenha descartado uma compra do banco na sua totalidade, manifestando preâmbulo para julgar a compra da mesa de empresas).


O Caixabank, possuidor do BPI, poderá ver a operação dificultada pela posição do Governo português, que já disse estar contra uma presença maior da mesa espanhola em Portugal. O ministro das finanças Miranda Sarmento terá mesmo transmitido essa teoria ao Governo de Madrid.

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