O Groupe BPCE e o Lone Star estão prestes a fechar o concordância para a mudança de mãos do Novo Banco. O concordância para a obtenção dos 75% detidos pelo fundo norte-americano deverá ser anunciado esta sexta-feira, apurou o Negócios. Além desta posição, a instituição francesa irá comprar também as posições do Fundo de Solução e da Direção-Universal do Tesouro e Finanças.
A expectativa era de que o negócio pudesse concretizar-se ainda esta quinta-feira, mas as negociações em curso atrasaram o proclamação que deverá ser feito no último dia desta semana, feriado da cidade de Lisboa. O entendimento entre os dois principais atores neste negócio será enviado oficialmente antes da fenda do mercado de capitais.
O Lone Star, que comprou o Novo Banco em 2017, vai alienar a totalidade da sua participação no capital da instituição liderada por Mark Bourke, de 75%, que passará para mãos francesas. Não é claro o valor, mas há avaliações do Novo Banco que vão até aos 7 milénio milhões de euros.
Além dos 75% do Lone Star, o BPCE vai comprar também os restantes 25% do capital do banco que está, atualmente, nas mãos do Estado, através da Direção-Universal do Tesouro e Finanças, e do Fundo de Solução.
Aquando da venda do Novo Banco ao Lone Star, em 2017, foram incluídas cláusulas que poderiam ser acionadas numa futura venda do banco, o que veio a intercorrer. A que agora será acionada é a cláusula de “drag-along” que obriga os acionistas minoritários a venderem as suas posições numa operação de demência direta da instituição.
Assumindo um valor de 7 milénio milhões de euros, a Lone Star poderá encaixar 5,25 milénio milhões de euros com esta operação, enquanto os outros dois acionistas repartem quase por igual uma soma de 1,75 milénio milhões de euros.
O Estado detém diretamente 11,46% do capital, o que poderá permitir um juntura de 802 milhões de euros, verba que poderá ajudar às contas públicas. Há ainda 13,54% que pertencem ao Fundo de Solução, entidade que pode receber 947 milhões de euros, valor levante que ajudará a entidade liderada por Supremo dos Santos a reduzir o “buraco” nas contas.
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