Cerca das 09:20 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a avançar 0,26% para 613,17 pontos. As bolsas de Londres e Milão subiam 0,12% e 0,46%, enquanto as de Paris, Frankfurt e Madrid se desvalorizavam 0,38%, 0,13% e 0,19%, respetivamente. A bolsa de Lisboa mantinha a tendência de abertura e negociava em baixa, com o principal índice, o PSI, a cair 0,29% para 8.542,66 pontos, contra o novo máximo desde janeiro de 2010, de 8.529,34 pontos, verificado em 09 de janeiro. As bolsas europeias mostram-se hesitantes, aguardando o que acontecerá entre os EUA e o Irão, embora, por enquanto, um novo ataque ao Irão, que parecia iminente, tenha sido descartado, após diversas fontes terem informado os EUA que o Governo de Teerão deixaria de matar pessoas envolvidas em protestos generalizados. Isto levou a uma queda do petróleo Brent, referência na Europa, em 2,93% a esta hora, com o preço do barril em 64,58 dólares, e do West Texas Intermedaite (WTI), de referência nos EUA, antes da abertura de Wall Street, também a ceder 2,93%, para 60,22 dólares. A OPEP, por sua vez, afirmou na quarta-feira que prevê que o consumo mundial de petróleo aumentará em 2027 para uma média de 107,86 milhões de barris diários, que representa um crescimento anual de 1,34 milhões de barris por dia ou 1,2%, ligeiramente inferior ao de 1,38 milhões de barris por dia estimado para este ano. Entre os dados macroeconómicos mais destacados do dia, nota para a inflação de Espanha e de França. No caso do primeiro, o IPC moderou-se uma décima em dezembro, para 2,9% em termos homólogos, devido à queda dos preços dos combustíveis e ao aumento mais lento dos pacotes turísticos, enquanto a inflação dos alimentos subiu duas décimas, para 3%, devido ao encarecimento das leguminosas e dos óleos. Por sua vez, a inflação homóloga em França baixou uma décima em dezembro para 0,8%, sobretudo devido a uma maior queda dos preços da energia. As bolsas europeias também são influenciadas pelas perdas com que Wall Street fechou na quarta-feira, enquanto os futuros avançam a esta hora com uma queda de 0,07% para o Dow Jones e uma subida de 0,34% para o Nasdaq. Na quarta-feira, o Dow Jones terminou a recuar 0,09%, depois de ter subido até 49.590,20 pontos na segunda-feira, um novo máximo desde que foi criado em 1896. O Nasdaq, índice de cotadas de alta tecnologia, fechou também a cair 1% para 23.471,75 pontos, contra o novo máximo de sempre, de 23.958,47 pontos, verificado em 29 de outubro. Na Ásia, o Nikkei de Tóquio fechou com queda de 0,42%, assim como o índice de referência da Bolsa de Xangai, que cedeu 0,33%, enquanto o de Shenzhen ganhou 0,41%. O Hang Seng de Hong Kong descia 0,29% pouco antes do final da sessão. O preço do ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a recuar, com a onça a ser negociada a 4.603,52 dólares, contra 4.614,45 dólares na quarta-feira e o máximo de sempre, de 4.616,42 dólares verificado em 12 de janeiro. A onça da prata também a descer, para 89,7537 dólares, mas depois de ter terminado na quarta-feira a 90,5578 dólares, um novo máximo de sempre. No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha subiam para 2,830%, contra 2,813 na quarta-feira. O euro baixava para 1,1633 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1647 dólares na quarta-feira e o novo máximo de quatro anos, de 1,1865 dólares, verificado em 16 de setembro do ano passado. Leia Também: Bolsas europeias em alta atentas às consequências do ataque à Venezuela

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