
Japão e Coreia do Sul atingem novos máximos. Europa aponta para o verde Os principais índices asiáticos encerraram a segunda sessão da semana em território positivo, com várias praças a atingirem novos máximos, apesar de a China ter destoado desta tendência. Isto acontece numa altura em que todas as atenções estão viradas para os EUA, com a Reserva Federal (Fed) norte-americana a arrancar hoje com a reunião do Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC) que vai decidir se retoma a política de alívio das taxas de juro – e a magnitude da mesma. Pelo Japão, o Nikkei 225 chegou a ultrapassar pela primeira vez na história os 45 mil pontos, beneficiando ainda do contexto político que se vive no país. Apesar de a terra do sol nascente ter perdido um primeiro-ministro recentemente, a perspetiva de um rumo económico menos austero pela mão do novo chefe de Governo continua a alimentar a euforia nas praças nipónicas – potenciadas ainda pela manutenção das taxas de juro no nível atual. O índice fechou a sessão a valorizar 0,48% para 44.982,68 pontos. Também na Coreia do Sul foi dia de recordes, com o Kospi a acelerar 1,20% e a atingir máximos históricos pelo segundo dia consecutivo. A praça sul-coreana continua a beneficiar do passo atrás dado pelo ministro das Finanças do país em relação aos seus planos de aumentar impostos sobre a retirada de mais-valias. Entre os maiores ganhos do principal índice, o destaque vai para a Kolon Mobility Group que disparou quase 30% em apenas uma sessão. A euforia em torno destas praças levou o MSCI Asia Pacific, índice agregador das praças asiáticas, a valorizar 0,7% e a atingir um novo máximo histórico, registando ainda a maior série de ganhos em cinco anos. Estes ganhos seguem-se a uma sessão bastante positiva em Wall Street, onde o Nasdaq e o S&P 500 voltaram a bater novos recordes, num dia em que a Alphabet superou pela primeira vez os três biliões de dólares em capitalização de mercado – juntado-se assim à Nvidia, Apple e Microsoft que já integravam a lista exclusiva de empresas que se podem chamar de “trillion dollar babies”. No entanto, a China andou em contramão em relação ao sentimento geral vivido na Ásia. Apesar de o Hang Seng, de Hong Kong, até ter conseguido terminar à tona, com ganhos de 0,04%, o Shanghai Composite acabou por ceder 0,11% e o CSI 300 – principal índice da negociação continental – caiu 0,36%. Estes movimentos acontecem depois de, nas últimas semanas, os mercados do país terem vivido um autêntico “rally”, tocando novos máximos e atraindo grande capital estrangeiro, e numa altura em que os representantes chineses estão reunidos em Madrid com os seus pares norte-americanos. Pela Europa, a negociação de futuros aponta para uma abertura em alta, alimentada também pela perspetiva de um corte de 25 pontos-base nas taxas de juro por parte da Fed e num dia em que vai ser conhecido o indicador ZEW de expectativas económicas de setembro, que é visto como uma importante métrica de sentimento da Zona Euro.
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