As reservas internacionais sob gestão do Banco Nacional de Angola (BNA) caíram 4% para 15,1 mil milhões de dólares em Agosto, o que representa uma redução de 600 milhões de dólares face aos 15,7 mil milhões registados em Dezembro do ano passado. A queda resulta, sobretudo, dos empréstimos concedidos pelo banco central ao Governo. Trata-se apenas de uma parte do montante que o BNA deverá emprestar, já que a lei do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2025 prevê a cedência de até 2 mil milhões de dólares ao Tesouro, provenientes das reservas internacionais. Entre Janeiro e Julho, o BNA já tinha emprestado quase 1,4 mil milhões de dólares, segundo as estatísticas monetárias e financeiras do próprio banco central relativas ao mês de Julho, movimentos que ajudam a explicar a redução do ‘stock’ de reservas no período recente.advertisement No primeiro semestre, Angola importou 7,3 mil milhões de dólares em mercadorias e 3,1 mil milhões em serviços. Assim, as reservas avaliadas em 15,1 mil milhões em Agosto garantiam cerca de oito meses de compras externas, acima dos quatro meses que constituem a média na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral. Actualmente, o país dispõe de menos 2 mil milhões de dólares em reservas internacionais do que no período pré-pandemia, quando totalizavam 17,2 mil milhões em 2019. Nessa altura, as reservas tinham interrompido a tendência de queda iniciada em 2014. Ainda assim, o valor mais baixo das reservas verificou-se em Janeiro de 2022, quando recuaram para apenas 13,4 mil milhões de dólares. Em contraste, o nível mais elevado registou-se em Setembro de 2013, atingindo 35,2 mil milhões de dólares, o maior valor de sempre. As reservas internacionais são activos financeiros detidos pelo banco central, incluindo divisas como dólares, euros, ouro e títulos de dívida soberana de outros países. Estes recursos são usados ​​para pagar dívidas externas e outras despesas internacionais, garantindo estabilidade económica, confiança dos investidores e capacidade de enfrentar choques ou crises financeiras. Fonte: Expansão

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