a d v e r t i s e m e n tA empresa biofarmacêutica sul-africana Biovac inaugurou, nesta quinta-feira (6), um laboratório de desenvolvimento de produtos de última geração na Cidade do Cabo, apoiado pela Fundação Gates, com o objectivo de ajudar o continente a desenvolver as suas próprias vacinas e reforçar a preparação para futuros desafios de saúde.

Segundo noticiou a Reuters, a Biovac, que fornece vacinas para o programa nacional de imunização infantil da África do Sul, foi inicialmente criada para distribuir vacinas importadas em parceria com o Departamento Nacional de Saúde. Posteriormente, expandiu-se para as etapas finais de fabrico — conhecidas como fill and finish — em que o produto é processado e colocado em frascos, através de colaborações com empresas farmacêuticas globais.

Historicamente, África tem dependido de vacinas importadas, o que a torna vulnerável a interrupções no abastecimento e às pressões do mercado global. Durante a pandemia de covid-19, essa dependência ficou evidente, quando países africanos enfrentaram atrasos e escassez severa, enquanto as nações mais ricas asseguravam a maioria das doses disponíveis através de contratos de compra antecipada.

A Biovac fornece vacinas para doenças como tuberculose, tétano, difteria, poliomielite, haemophilus influenzae e hepatite B na África do Sul. Durante a pandemia, firmou um acordo com a Pfizer e a BioNTech para produzir vacinas destinadas à União Africana (UA).

O novo laboratório permitirá à empresa produzir vacinas desde as fases iniciais de desenvolvimento até à formulação final, utilizando tecnologias avançadas, incluindo mRNA (molécula de ácido ribonucleico), afirmou a Biovac em comunicado. A infra-estrutura permitirá o desenvolvimento simultâneo de vários produtos, promovendo inovação e criação de propriedade intelectual para vacinas relacionadas com doenças prevalentes em África.

“Este é um marco importante para a Biovac e para a inovação em vacinas africanas”, afirmou o director-executivo, Morena Makhoana, acrescentando que o laboratório garantirá “que África não fique para trás na resposta a doenças preveníveis por vacinas, actuais e futuras.”

A UA definiu como meta que 60% das vacinas utilizadas no continente sejam produzidas localmente até 2040, face a cerca de 1% actualmente. O novo laboratório deverá contribuir significativamente para alcançar este objectivo.

“Para milhões de pessoas em todo o continente, este laboratório traz a promessa de um acesso mais rápido e fiável a vacinas vitais desenvolvidas e produzidas em África para África”, declarou Mark Suzman, director-executivo da Fundação Gates.

A nova instalação inclui infra-estrutura para o desenvolvimento e fabrico de substâncias farmacológicas de mRNA, bem como áreas especializadas para formulação de nanopartículas, culturas bacterianas e celulares, armazenamento de bancos de células e manuseamento de materiais médicos sensíveis, segundo a Biovac.

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