Em causa está um memorando de entendimento hoje assinado em Bruxelas, no qual o Banco Europeu de Investimento (BEI) e o executivo comunitário se comprometem a “angariar recursos para acelerar a capacidade da Europa em matéria de computação avançada e IA”.

“O objetivo é criar até cinco gigafábricas de IA em grande escala, centros de dados e computação essenciais para treinar modelos de última geração e reforçar a liderança tecnológica da Europa”, indicam as instituições em comunicado.
Uma gigafábrica de IA é como uma fábrica enorme onde computadores superpotentes trabalham juntos para formatar ‘cérebros digitais’.
A ideia é que estes megaprojetos na UE permitam “treinar os modelos de IA mais complexos e de grande dimensão, que requerem uma infraestrutura informática extensa para avanços em domínios como a medicina, as tecnologias limpas e o espaço”, é explicado.
Previsto está que cada uma das gigafábricas pensadas funcione com cerca de 100 mil dos chips de IA mais avançados, cerca de quatro vezes mais do que a geração atual de fábricas de inteligência artificial.
A nova geração de gigafábricas seguirá as 19 fábricas de IA que já estão a ser criadas na Europa com financiamento da UE.

A Comissão Europeia anunciou hoje uma investigação formal para avaliar se a nova política da ‘gigante’ tecnológica Meta, de acesso restrito de fornecedores de inteligência artificial à plataforma de conversação WhatsApp, viola regras de concorrência da União Europeia.
Lusa | 10:19 – 04/12/2025

Em fevereiro de 2025, a Comissão Europeia comprometeu-se a investir 20 mil milhões de euros para criar até cinco gigafábricas de IA em toda a UE.
Agora, cabe ao BEI “explorar possibilidades de complementar as subvenções com empréstimos para estimular o investimento privado e criar uma infraestrutura de IA robusta para startups, investigadores e indústria europeus”, é ainda indicado na informação hoje publicada.
O BEI é a instituição financeira a longo prazo da União Europeia, detida pelos seus Estados-membros, para suportar investimentos em prioridades fundamentais como digitalização e inovação tecnológica, entre outras.
A UE já iniciou a construção de infraestrutura de IA em grande escala, com iniciativas espalhadas por diversos países, mas ainda não alcançou algo equivalente a gigafábrica.
Além das verbas públicas, surgem também no espaço comunitário investimentos privados, como o megaprojeto anunciado pela Microsoft em Sines, com Portugal a poder tornar-se num dos principais parques de gigafábricas de IA da Europa por esta aposta de quase nove mil milhões de euros.
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